Além dos projetos públicos, equipamentos urbanos e esportivos dos transporte público recebendo investimentos, esses mega eventos tendem a somar na arquitetura em geral. Seja na arquitetura hospitalar, cultural ou de turismo. Este post é dedicado a dois bons projetos. Um que, independente da Copa ou Olimpíadas, atrairá olhares na orla carioca e outro, que, por conta dos eventos, e do aumento da visitação do cartão postal que é o Cristo Redentor, tem um imóvel, atualmente abandonado, agora revitalizado.
O primeiro (imagem acima) é a nova sede do Museu da Imagem e do Som (MIS), na Av. Atlântica, Copacabana. O projeto, vencedor de um concurso entre escritórios nacionais e internacionais, tem a assinatura do escritório norte-americano, Diller Scofidio + Renfro. Segundo este projeto, a inspiração foi a calçada da orla carioca, com desenho de Burle Marx (grande paisagista). Além disso, o projeto dá continuidade ao passieo público, sendo considerado até um "Boulevard Vertical".
O projeto tem uma circulação dinâmica e inteligente, através de rampas, facilitando a acessibilidade. Além disso, tem uma estética particular, que chama a atenção, convidando a entrada daquele que ali passa.
Foi elaborada uma forma inteligente também de se aproveitar a iluminação natural, como podemos ver na foto abaixo (a esquerda). Permitindo também uma ventilação natural, ao mesmo tempo que tira o excesso de luz, como um muxarabi (original da arquitetura árabe permitindo ventilação e iluminação, mas mantendo a privacidade do interior)

Não posso deixar de comentar o quão agradável seria assistir a filmes, no espaço disponibilizado no topo do edifício. Sem dúvida terá uma vista belíssima e será ponto de prestígio, por mais que limitado a horários específicos e dias sem chuva.

Acima, respectivamente os projetos de Shigeru Ban (Japão) e Daniel Libeskind (EUA). Abaixo, Tacoa Arquitetos e Bernardes & Jacobsen

E acima, um dos que considero ter tido o único projeto que realmente tinha alguma chance de competir com o projeto do Diller Scofidio + Renfro, de autoria do arquiteto Isay Weinfeld. Foi um dos únicos que não negou a paisagem maravilhosa do Rio de Janeiro.
De qualquer forma, todos esses projetos tem propostas interessantes, cada uma em um ponto específico. Isso se deu pela abertura à vários projetos, à vários arquitetos que tem visões e percepções diferentes. É por esse motivo, que os concursos são elevadores da qualidade da arquitetura e é por isso, que acho que todos os estádios da Copa deveriam ter sido abertos a concursos, podendo, aí, ter várias opções e ser escolhida a melhor e não a única.
De qualquer forma, todos esses projetos tem propostas interessantes, cada uma em um ponto específico. Isso se deu pela abertura à vários projetos, à vários arquitetos que tem visões e percepções diferentes. É por esse motivo, que os concursos são elevadores da qualidade da arquitetura e é por isso, que acho que todos os estádios da Copa deveriam ter sido abertos a concursos, podendo, aí, ter várias opções e ser escolhida a melhor e não a única.

O segundo projeto mencionado no início do post é para o Hotel Rio Paineiras, que estava em total descaso (foto acima). O hotel será revitalizado e transformado em um eco hotel, com restaurante, espaço para uma estação de transferência para aqueles que fazem o percurso até o Cristo Redentor, ambientes abertos, lojas, um café, vestiários para aqueles que fazem trilhas, salas de exposição.
O vencedor do concurso foi Guilherme Lemke Motta (meu ex-professor de faculdade).
Outros projetos premiados foram:
2º Lugar: Cesar Shundi Iwamizu (SP), acima; 3º Lugar: Filipe Gebrim Doria (SP), abaixo
Agora o projeto destaque pra mim, foi o que levou a menção honrosa. É o que demosntra mais preocupação com o meio ambiente e com o aproveitamento de luz natural e ainda assim, realizou um estudo de proteção de insolação excessiva e de fluxos de ar, como podemos ver nas imagens abaixo. Consigo ver nesse projeto uma imagem e um resultado muito melhor de um eco hotel, que será fundamental para uma imagem que pretendemos ter durante esses anos, a ser transmitida aos turistas e aos próprios brasileiros, como uma preocupação verde, realmente inserida no nosso dia a dia, em diversos setores.


Para meu orgulho, após ver esse projeto estampado em sites que considero muito bons e que realmente prestigiam a sustentabilidade, vi que um dos autores estudou comigo e um outro fez um workshop comigo. Somados a eles, mais 3 arquitetos.
Alexandre Hepner, Denis Cossia, João Paulo Payar, Rafael Brych e Ricardo Gonçalves.
Legal ver os bons projetos saindo da mesma leva.
Alexandre Hepner, Denis Cossia, João Paulo Payar, Rafael Brych e Ricardo Gonçalves.
Legal ver os bons projetos saindo da mesma leva.
Enfim, esse foi um post que mostra como bons projetos estão saindo nesse período onde a preocupação com função e imagem começam a melhorar. E, novamente, ressalto: concursos públicos abertos a todos os interessados, elevam a qualidade urbana e da arquitetura.
Fontes:
Diller Scofidio + Renfro-
Arq!Bacana
Pini Web
Hotel Rio Paineiras:
Inhabitat
Plataforma Arquitectura












