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9.12.14

Mascotes Rio 2016

E o Brasil que errou no logo da copa, mas de certa forma acertou no mascote da copa, agora acerta no logo das olimpíadas mas erra nos mascotes. Os nomes? Novamente fruto de um mal trabalho de um país que tem tudo para ser criativo. Um país cujas propagandas são premiadíssimas pela qualidade e originalidade coloca em votação nomes medíocres, jogando 'a culpa' para a sociedade que deve escolher. 




Dentre as opções:

a) Oba e Eba
b) Tiba Tuque e Esquindim
c) Vinicius e Tom

Clique aqui para votar e passarmos menos vergonha. A meu ver, uma única opção digna.

Para todos os significados, basta fuçar o site. 


* O blog esteve em recesso por motivos de viagem/férias, mas foi suficiente para coletar sobre material que virá em breve no blog, com todo o frescor que precisa.

3.9.12

O legado de Londres 2012

Diferente do Brasil, a Inglaterra, mais especificamente Londres, tinha um interesse muito maior em planejamento urbano que nos jogos olímpicos. Enquanto Rio visa obter legado com os jogos, Londres conclui etapas de um plano antigo de desenvolvimento com a ajuda dos holofotes de Londres.

O desenvolvimento da 'zona leste' londrina é feito através da regeneração de uma área pós indrustrial com muitas edificações abandonadas. A proposta de londres foi criar o complexo olímpico, um parque e posteriormente transformar os equipamentos do evento em espeços públicos, ganhando enormes benefícios ao esporte e tratando do tal 'legado' propriamente dito, com propostas habitcionais - deficientes na região atualmente.

Abaixo, o plano londrino - Clique para ampliar:



Início da proposta: 1998-2004
Plano de conclusão: 2020
Plano de Legado: 2030

Londres considerou o rio que passa pela região em dois sentidos: o paisagístico, permitindo o " uso sustentável das águas do rio, mantendo a biodiversidade, e dessa maneira também gerar visuais dos estádios", conforme matéria do arch daily, e também o de transporte público, deixando um legado de mobilidade pública fluvial. O uso de bicicletas também deve ser estimulado com o plano.

Já dediquei aqui no Gol da Arquitetura um post exclusivamente sobre a importância de valorizar os rios e ele vale não só para a Copa, mas para as Olimpíadas, já que teremos mais de 8 anos aí com holofotes voltados para o Brasil, atraindo investimentos e investidores.

Falta mais atenção, no caso do Brasil, para os esportes olímpicos, como equipamentos públicos para a prática dos mesmos e, principalmente, planos a longo prazo, com benefícios estendidos a várias áreas interessantes para a cidade do Rio de Janeiro. Há benefícios que virão (leia abaixo sobre o campo de golfe), mas pode ser pensando num prazo mais longo e com um intuito mais urbanístico.

Fonte das informações: 
Arch Daily Brasil

Leituras complementares sobre o que foi mencionado no texto:
Concurso e Olimpíadas buscando o espírito olímpico - sobre um futuro campo de golfe público para o RJ
Os rios a serem encarados para a Copa 2014
Plano urbano do Rio e das olimpíadas 2016 e a referência de Barcelona

27.5.12

Eventos esportivos vão além do esporte

Sempre saliento a importância destes megaeventos esportivos. Seja lá qual for, dificilmento um evento esportivo só abrange o esporte. Ele atua em muitos setores diferentes, como o social, da saúde, de voluntariado, de qualidade de vida, infra-estrutura temporária ou definitiva. Cabe cada organizador se envolver com a cidade realizadora para desenvolver o máximo possível de benefícios posteriores ao evento. E isso tudo, é o tal legado de que todos falam, discursam, mas que não fazem muito esforço para conseguir.

Um grande exemplo disso é o caso de Londres e os Jogos Olímpicos 2012. Assim como a Alemanha incentivava os cidadãos a se aprenderem a se comunicar, a limpar suas fachadas, espalhar bandeiras da Alemanha e dos países onde os times iriam se hospedar ou jogar, Londres deve tentar uma campanha mais colorida, em uma das capitais mais cinzentas do mundo. O nome do projeto é "Garden for Games".

A grande idéia da vez estimula e recruta 13 mil jardineiros voluntários a plantarem verduras e legumes em locais públicos ou em suas residências e vasos nas fachadas com plantas que tenham as cores do símbolo olímpico (preto, verde, vermelho, amarelo e azul) e também nas cores da bandeira do reino unido (repetindo: vermelho azul, mas também branco).

jardinagem em Londres 2012
Logotipo formado por voluntários com plantas nas cores do símbolo
 Fonte: Terra

É um leque bastante interessante de se trabalhar, incentivando também a criatividade, solidariedade e hospitalidade britânica, além de proporcionar mais espaços verdes. A campanha foi feita através de manuais que explicam como ser um líder na região e também técnicas de plantio - o que é bastante fácil.

Isso complementa o que falo de que o Brasil deve, desde já, trabalhar com campanhas para os nossos problemas, como limpeza pública, prostituição, violência nos estádios, por exemplo. Assim resolvemos nossos problemas, ou ao menos suavizamos, mas também mostramos um Brasil mais civilizado nestes eventos onde a mídia achará os piores casos do país e que pode interferir em turismo e negócios internacionais.

Quem encontrar imagens do que Londres prepara nessa campanha, favor comentar com link. Imagino que, em breve, surgirão inúmeras coisas criativas em torno do assunto.

Quem quiser conhecer um pouco mais sobre a campanha alemã visite o link abaixo:

9.5.12

Habitação x Copa do Mundo e Olimpíadas

Já mostrei em vários textos como a Copa do Mundo e Olimpíadas podem trazer reais benefícios à diversas áreas e não somente ao esporte, como muitos enxergam quando querem ir contra o fato do Brasil sediar os eventos. No entanto, a habitação é um ramo com o qual não enxergo qualquer relação, qualquer forma de trazer benefícios. Muito pelo contrário! Sabe-se muito bem o quanto a China desabrigou e desrespeitou cidadãos, moradores, para desocupar e também 'limpar' a cara da cidade do que consideram desprezível: mendigos, sem-teto, pobreza, etc., mandando de volta ou simplesmente expulsando pessoas de Beijing.

Pensando no Brasil é óbvio que o governo tentará fazer o mesmo - o que acho muito difícil, principalmente no Rio de Janeiro, - mas vontade é o que não falta, claro. Nosso governo quer passar por cima de direitos humanos e direito à habitação para fazer seu evento de sucesso e ganhar dinheiro de várias formas.

Em Porto Alegre, há um bom tempo, já existe um comitê que defende a obediência aos direitos humanos e confronta e se comunica com o comitê local para atrocidades aconteçam. Espero que consigam bons resultados.

A especulação imobiliária e valorização dos imóveis nas cidades acontecerá, não há muito como fazer - imagino eu -, mas dá para evitar, ao menos, que milhares de pessoas sejam tiradas de suas residências, relocadas para qualquer lugar aleatório. Não é só questão de qualidade de moradia, mas mudar pessoas de região, bairros, etc, implica diretamente em suas vidas, trabalho, proximidade de outras pessoas da família, escola, não é simplesmente mudar de local como se fossem objetos, mesmo que seja para um residência melhor - o que, na maioria das vezes, não é, resumindo em bairros distantes, longe dos holofotes, sem equipamentos ou até mesmo provisórios.

Esta semana me deparei com o texto da brilhante arquiteta e urbanista, Raquel Rolnick, que é relatora das Nações Unidas para o Direito à Moradia e neste texto dá-se uma noção de como sofre a habitação e um histórico de megaeventos esportivos e suas atitudes quanto à moradia. Abaixo, o link do texto:

Olimpíada e Copa trazem prejuízo social


Fiquem a vontade para sempre debater o tema dos posts, realmente gosto quando se tem discussões, opiniões, referências novas sobre o mesmo assunto ou algo relacionado. O blog cresce com quem comenta.

2.5.12

Estrutura de base para um país olímpico

Bato muito na tecla de que o Brasil está aproveitando mal os eventos esportivos que o país sediará - tanto Olimpíadas como Copa do Mundo.

Sempre próximo aos eventos, o país quer um resultado melhor, embora não invista nem nos atletas, nem em equipamentos, sempre dando valor às poucas e sortudas modalidades como futebol, natação e quiçá um volley, volley de praia, ginástica ou atletismo. Isso só porque temos destaques com atletas que surpreendentemente tiveram resultados basicamente conquistados através de seu talento e esforço árduo, pouco por causa do apoio do governo.

Esse é o momento para angariar verba para equipamentos de modalidades que possam virar potencial para um Brasil olímpico no futuro, ou que possa, inicialmente, colaborar com uma melhora e buscar uma melhora simbólica em medalhas nos Jogos Olímpicos de 2016. Porém, o quanto vemos de equipamentos bons e públicos para que tenhamos revelações e treinamentos de ponta para os atletas? Nada. E quanto ouvimos atletas sem patrocínio, sem lugar, sem salários e sem equipamentos decentes para treinar e se sustentar? Aos montes. É por este motivo que fiz este post, para mostrar equipamentos de qualidade pelo mundo, que poderiam ser feitos até com patrocínio privado, mas iniciativa pública. Não precisa ser um projeto 'estratosférico' nem 'megalomaníaco', mas algo específico para as modalidades, como treinamento de base, para democratização de modalidades esportivas ou para diminuir o custo de algumas delas, como tênis, esgrima, entre outras. E não vale só Rio de Janeiro. Se o Brasil é olímpico, o Brasil tem que ter equipamentos. Não vale considerar que todo interessado tenha que se mudar para o RJ - isso não é democratização do esporte, isso não facilita ter um contato inicial com uma modalidade. Para se achar talentos, tem que ter espaço e treinamento por todo lado, é por este motivo que o futebol tem tantos talentos, pois escolinha de futebol e campinho desenvolvem e divulgam talentos em qualquer parte do país, com custo baixíssimo.

Em breve, farei post de equipamentos de múltiplas modalidades (como a Arena Bilbao) ou de modalidades diferentes do futebol.

Podemos ver que nossos projetos para a Copa são somente estádios, poucos pensam em outras modalidades e estas deveriam ser preocupações governamentais, inclusive para manter o uso dos equipamentos após os eventos e, pelo 3º caso citado acima, dá para ver que dá, facilmente de promover mais esportes em um único equipamento, desde que um, não interfira na qualidade do outro - como estádios com pistas de atletismo, por exemplo, influenciando na visibilidade e proximidade do campo (principalmente atrás dos gols.

Lembro também que equipamentos deste tipo podem ser estimuladores de desenvolvimento urbano. Funciona da mesma forma como defendo a construção de alguns estádios da Copa. O equipamento leva o que deveria ser obrigação do governo para bairros geralmente esquecidos, também fomenta a circulação noturna, o que traz segurança ao bairro, leve interesses comerciais, o que traz mais investimento privado. São consequências da construção que vêm por meio indiretos.

Vamos então à equipamentos interessantes em termos urbanos, mas que são de futebol. Clicando no título delas, você será redirecionado à uma matéria do projeto no portal Arch Daily (em inglês, com o tempo se procurar, no Arch daily Brasil, poderão encontrar em português):





Fica uma excelente dica de leitura sobre o dinheiro 'investido' no esporte, por José Cruz:

"Verbas para o esporte: um desperdício olímpico"

30.3.11

Barcelona e os legados da Copa

Há certo tempo, comentei em um dos meus posts sobre as mudanças em Barcelona com os projetos urbanísticos, principalmente a favor da circulação e na região portuária. Prometi também que iria escrever um dia sobre tudo isso. No entanto, hoje, me deparei com um texto da revista Contemporaneu (#08) que explica desde os planos originais da cidade, quanto as mudanças feitas para as Olimpíadas de 92, no qual deveríamos realmente nos espelhar. Não só para as Olimpíadas, mas, principalmente, para a Copa 2014, que envolve muito mais cidades - no entanto, parece ser mais fácil se limitar aos estádios medíocres, às burocracias que são burladas a favor da corrupção e à falta de democratização (direcionismo de projetos, por exemplo).

Coloco o link aqui para que possam ler a revista online. O artigo começa na página 43.

28.1.11

Orientação para Trabalho Final de Graduação

Nestes últimos anos estudei muito, visitei bastante e me atualizei consideravelmente bem (lendo, fazendo cursos, workshops e frequentando palestras) sobre os seguintes assuntos: estádos, infra-estrutura esportiva e  eventos esportivos, em especial a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Somado a isso, alguns de vocês sabem que meu TFG (Trabalho Final de Graduação), no Mackenzie, foi um estádio na cidade de São Paulo e nesses últimos dois anos acompanhei e 'orientei' não oficialmente (já que fui procurada pelos próprios alunos) trabalhos finais relacionados ao tema. Foram, ao todo, seis trabalhos finais, pelo país, com propostas diferentes, mas sempre com estádios como objeto de trabalho.

Dificilmente nas faculdades temos orientadores que consigam orientar da melhor forma, dar referências que auxiliem e que sejam atualizados a respeito de estádios e das exigências. Esse, inclusive, foi o meu maior problema durante meu último ano de faculdade, o que me fez desenvolver um projeto que eu mesma não concordava, e, defender na banca, quais os pontos fortes do meu projeto assim como os defeitos do mesmo, propondo, não na prancha principal, como deveria ser a versão que discordava de meu orientador. Portanto, este ano estou me disponibilizando para fazer este serviço de orientação específica. Qualquer universitário que tenha interesse em ter um acompanhamento meu, com fornecimento de alguns manuais, cadernos de orientações, etc, que possam auxiliar, dar referências legais e 'orientações' ao trabalho em si, forneço meu email para que possam entrar em contato:
arq.lilianoliveira@gmail.com

Espero que possa ajudar mais gente que se interesse por desenvolver um trabalho final tão complexo como este. Em breve, novos posts! Acompanhem !
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