Livraria Cultura

27.2.10

Camisa Brasileira 100% natural



Na Copa de 2010 o Brasil já terá dado um passo para o início da conquista da imagem "verde" que buscará na Copa de 2014. A Nike desenvolveu uma camisa feita a partir de 8 garrafas PET, que tem seu peso reduzido em cerca de 13-15% do peso da camisa que usava na Copa de 2006, na Alemanha.
Em geral, a camisa parece um tanto retrô, tanto em relação ao modelo em si, quanto ao tom do amarelo.

"O Brasil produz anualmente cerca de 3 bilhões de garrafas PET, um produto 100% reciclável, mas o volume de reciclagem atualmente beira os 50%. Isso significa na prática que pelo menos 1 bilhão e meio de plástico não-biodegradável é descartado no meio ambiente por ano, o que significa algumas centenas de anos para absorção na natureza." - matéria segundo o site Tecnocracia.
Segundo a Nike, a produção da camisa também tem uma redução de cerca de 30% no uso de energia. Segundo o Estadão, outra modificação foi feita nas costuras. Ao invés de linhas, agora foi utilizada cola, coisa que já vem aparecendo em macacões da Fórmula 1 - ajudando na redução de peso.

Espero que as camisas tenham mesmo a mesma tecnologia dry-fit, ou andaremos para trás no sentido eficiência esportiva.

Dá para ver um vídeo e um texto da Band com mais detalhes clicando aqui.

Fontes: O globo e Portal da Copa 2014

14.2.10

Vancouver 2010 - Design das medalhas "verdes"



As medalhas desses jogos olímpicos e paraolímpicos (que virão logo em seguida) são feitas com material reciclado: partes de placas eletrônicas e circuitos velhos reaproveitados. A idéia "verde" é o lema das olimpíadas de inverno de Vancouver já que, com o aquecimento global, os jogos olímpicos de inverno estão ameaçados. Foi a partir daí, que esse tema virou obrigação dos canadenses, provando que é possível realizar provas "neutras em carbono".

A concepção

As medalhas foram elaboradas em colaboração da artista aborígene Corrine Hunt, e do designer, Omer Arbel. E conta com uma arte índigena local desenvolvida sob temas escolhidos para a representação do país.

A referência

As medalhas para as Olimpíadas são redondas (abaixo à esquerda) e foram elaboradas considerando as baleias orcas, encontradas na costa Oeste do Canadá. Além disso, as Orcas tem sua imagem baseada nos atributos de força, trabalho em equipe e dignidade.


Já as elaboradas para as paraolimpíadas são quadradas de cantos arredondados (acima à direita) e foram concebidas considerando a imagem de cura, transformação e de determinação, criatividade e sabedoria do Corvo, símbolo dos atletas paraolímpicos. Essas medalhas contam com inscrições em braile no verso (imagem abaixo).



Ambas as medalhas tem um movimento que representa as ondas dos oceanos, as montanhas e a neve da região da Colúmbia britânica, local onde Vancouver está situada. Além disso, em todas as medalhas está o símbolo das olimpíadas e o título dos Jogos Olímpicos grafados no verso.


Curiosidades

Cada face das medalhas é diferente, tornando cada uma delas um exemplar único. Foram produzidas, no total, 615 e 399 unidades para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, respectivamente. Todas baseadas na arte original.

O processo de criação durou 2 anos.

As medalhas são as mais pesadas da história.

O que podemos tirar para a Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016

Para ambos os eventos, podem ser abertos editais públicos de participação de profissionais para o desenvolvimento de medalhas. O mesmo pode acontecer com a tocha, mascote e logos. A abertura desses editais garante oportunidades ao profissional local, oferece um leque maior de boas opções e faz juz aos investimentos com capital público, fomentando o design nacional, evitando direcionismo.

Veja o vídeo oficial abaixo onde podemos ver mais detalhes da concepção das medalhas:



Mais medalhas de outros eventos, mascotes e tochas olímpicas ficam para um outro post.

Fontes:
Terra, Yahoo, Globo, Olhar digital

30.1.10

Estádio Olímpico de Sochi, Rússia



O campeonato de futebol russo agora é transmitido pela ESPN e, junto com os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 que o país sediará, garantiu uma maior visibilidade da Rússia. O evento em questão ocorrerá no mesmo ano em que a Copa no Brasil. Embora tenham públicos e grandiosidade diferentes, o Brasil tem mais motivos ainda para trabalhar sua arquitetura de forma a buscar a surpresa daqueles que acompanham os esportes e a arquitetura- ainda mais considerando o tema "verde".

O novo estádio Olímpico, projetado pelo escritório Populous (antigo HOK), tem 40.000 lugares e sua forma tem aberturas a partir de rebaixamentos na cobertura que permite a conversa com a cadeia montanhosa e com as águas do Mar Negro ao mesmo tempo. Sua cobertura, permite grande iluminação durante o dia e valoriza a iluminação artificial durante a noite, ajudando o estádio a se consolidar como ícone arquitetônico/esportivo - o que pode ajudar a sustentar o estádio com visitações.
A simbologia do estádio ficaria por conta da textura da cobertura, que se assemelha às asas de uma libélula. Embora a referência seja outra, eu, particularmente, acho bastante parecido o design dessa cobertura com a cobertura do Cubo D'água (foto abaixo, à esquerda) - centro aquático das olimpíadas de Beijing, projetada pelo escritório australiano PTW Architects. Essa mesma cobertura é parcial, deixando alguns assentos, descobertos, o que, a meu ver, é um ponto negativo. Apesar da quantidade de assentos atrás dos gols ser menor que o usual, por ter sua altura reduzida ao compararmos com as arquibancadas laterais, acredito que poderia ser assumido que atrás dos gols não haveriam assentos, como o estádio de Braga, por exemplo (foto abaixo, à direita).


Até agora não foram divulgados muitos detalhes do projeto. O escritório responsável desenvolve também o masterplan dos jogos e diz que os projetos deixarão um grande legado sustentável para Sochi, embora não digam quais são eles. Observando a primeira imagem, podemos analisar também o acesso, bem distribuído e que é capaz de dispersar o público, pelo sistema radiocêntrico, assim como no projeto do Mineirão (abaixo), sede da Copa de 2014, no Brasil.



O site oficial do ecritório apresenta imagens diferentes (abaixo) para o estádio principal dos Jogos Olímpicos de inverno de 2014, em Sochi, Rússia. Se repararmos, as características são as mesmas, exceto pela referência à libélula. Mesmo assim, as imagens não mostram muitos detalhes, nem mesmo exata localização.




No fim de 2009, o site oficial do Jogos em Sochi, divulgou uma nova imagem conceitual do projeto:




Fontes:

Arq Mais

Notícias Arq.com.mx

Future Is Now

Inhabitat

23.1.10

Centenário do Corinthians e a lenda do estádio



Retorno de umas férias que acabei tirando do blog por motivos pessoais com um artigo de referência que saiu na ArcoWeb - portal de notícias da revista Projeto Design.

Este ano o Corinthians comemora o seu centenário e a lenda do novo estádio do timão é retomada. Novas promessas, "novos" projetos e novos prazos aparecem na mídia.

Dessa vez, o portal Arcoweb menciona a retomada do projeto elaborado pelo Castro Mello Arquitetos, em 1980, em Itaquera - local onde até parte da fundação e movimentação de terra já começou há tempos atrás. Hoje em dia, lá fica o centro de treinamento das categorias de base, enquanto o time principal treina no Parque São Jorge.

O projeto de 1980 era condizente às necessidades e padrões do período e, por isso, foi dimensionado para 200 mil torcedores - totalmente inviável para as exigências de hoje em dia, fato já comprovado por vários estudos de segurança, de gestão e financeiro.


Acima, imagens do projeto original

O novo projeto, prevê espaço para abrigar 50 mil torcedores, e, ainda segundo a notícia, datada de Novembro de 2009, aguarda aprovação do clube paulista. Conseguindo mais materiais do projeto, posto novamente alguma análise. Caso contrário, tentarei analisar mais a parte urbanística e de fluxos em cima da imagem que inicia este texto. Caso alguém tenha links de mais detalhes, favor encaminhar.

Veja mais propostas que já foram questionadas para o Estádio do Corinthians em São Paulo.
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