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23.8.12

Soluções do novo Maracanã

Quanto mais vamos nos aproximando da Copa do Mundo 2014, mais o Maracanã e suas obras são desmistificadas. 

O que antes teria ainda dois anéis de arquibancadas, agora podemos ver um único corpo, um único anel. 

Fonte: PiniWeb


Sua cobertura, que será em PTFE e que receberá placas solares para geração de energia, cobrirá cerca de 95% dos assentos, ou seja, cerca de 76mil lugares do estádio. Fica a dica então de não comprar ingressos próximos ao campo em dias de chuva!

Já as arquibancadas terão um sistema de amortecimento das  arquibancadas. Por ser também palco de shows, foi elaborado para o Maracanã um sistema de contraforte, capaz de diminuir as vibrações de um público estusiasmato. Para saber mais sobre esse sistema, leia a matéria abaixo que está bem explicado como funciona:

Arquibancadas do Maracanã terão sistema de amortecimento para suportar quase 80 mil espectadores

17.7.12

A nova cobertura do Morumbi

Nesta última semana foi aprovada a nova cobertura do estádio do Morumbi, que dá continuidade a uma série de reformas e atualizações do estádio visando melhor adequação perante as necessidades de hoje e de eventos de grande porte. 

Além do museu, sala de convenções para conseguir novos patrocínios e uso diário, a proposta engloba a criação de um hotel com vista privilegiada ao estádio. 

No entanto, a novidade fica por conta da sua nova cobertura, muito mais adequada que a anterior, feita pelo Ruy Ohtake quando o São Paulo ainda se candidatava a sede pela cidade de São Paulo na copa 2014.
A nova proposta é do escritório Alpha projetos engenharia de estruturas, cuja especialidade é o cálculo estutural. 


Acima a proposta de Ruy Ohtake, para a adequação do estádio para tentar ser sede da Copa 2014, branca e vermelha em referência às cores do time, mas com pilares um tanto agressivos e com a possibilidade da cor vermehla interferir na qualidade de transmissão televisiva, na visibilidade do torcedor e na cor em geral no interior do estádio - mesma interferência que o arquiteto já fez em outra de suas obras na cidade de São Paulo, deixando uma rua rosada pelo reflexo de sua arquitetura.

Já abaixo, a nova cobertura, menos plástica, mas mais leve devido a sua transparência e estrutura treliçada. Mesmo com mais pontos de apoio que o projeto anterior, a proposta se demonstra menos agressiva. Por meio de tirantes, a membrana da cobertura fica esticada. Um anel treliçado também se apoia na estrutura das arquibancadas.

As treliças deixam espaço para uma ventilação natural, como podemos ver na foto abaixo.


 Na foto abaixo, podemos ver o detalhe da cobertura, que proteje mais uma parte atrás do gol. Isso se deve, provavelmente à proteção da entrada de jogadores, e a transparência permite a iluminação do campo, ao mesmo tempo que minimmiza a fachada norte. Possivelmente, o Morumbi, que não pretende abrir mão de seus mega shows, deve ter seus palcos sob este trecho reto da cobertura, protegendo-os da chuva.



A nova proposta teve acompanhamento do Ruy Ohtake, e visou preservar a arquitetura do estádio, assim como os profissionais envolvidos são brasileiros.

Leia mais do que já saiu sobre o Morumbi:
Morumbi: 5 propostas de cobertura
Morumbi com cobertura feita pela GMP
Porque ninguém convencerá a FIFA
Porque ninguém convencerá a FIFA (continuação)

21.11.11

Bao' an Stadium: estádio de bambu

A simbologia está presente sempre nas melhores arquiteturas. Geralmente a simbologia vem com o intuito de conscientizar ou valorizar a cultura e/ou a natureza da região. Para a Copa, a principal simbologia é a da arena de Manaus (abaixo) que faz referência às cestas da região. 


Na China, a simbologia está presente sempre. O próprio Estádio Olímpico de Beijing (acima) é mais conhecido como o ninho do pássaro. Este ano, para os Jogos universitários, a china preparou estádios que se destacaram bastante e o Bao'an Stadium é um deles. 



Ele remete à vasta floresta de bambu ao sul da China através de duas fileiras de colunas inclinadas em aço que sustentam sua cobertura. "Mas e o bambu, Silvio?" Me surpreendi com todas as chamadas que mencionavam a referência, mas mal falavam do elemento. A referência a ele, homenagem, não é o mais forte a ser considerado, mas o que podemos encontrar de fato a favor do bambu e do estádio. A planta tem alta produtividade e baixo gasto de energia na produção de mobiliário. Para garantir a sustentabilidade, os acabamentos internos são feitos em bambu. Pena que a única foto que encontro sobre a divulgação do estádio é essa abaixo. Mas o bambu está ali presente. 


O Brasil tem uma boa opção de acabamento pensando da mesma forma. A arquitetura com bambu ganha espaços aos poucos no país e poderia ganhar mais atenção se ao menos um de nossos estádios recebesse acabamentos deste material para a Copa 2014. Serviria facilmente para várias áreas de um estádio. Sua resistência é boa além dos fatores ecológicos, garantindo boa durabilidade. No país, a construção em bambu não tem destaque algum nas universidades. Para conseguir conhecimentos, os arquitetos tem que buscar cursos extras. Com acabamentos em bambu, poderíamos criar elementos até mais significantes que estes da foto acima, podendo sim, criar uma identidade ao estádio, com valor ecológico unido.

 Mosaico em bambu
 Acima, aeroporto de Barajas, Madrid, Espanha
Acima, alma de bambu. Três imagens do uso de bambu com estética interessante 


Voltando ao Bao'an: sua fachada é totalmente permeável, sem barreiras, o que garante alguns benefícios em ventilação e dificuldades em casos de chuva ou insolação excessiva, por exemplo. No entanto, a parte onde estão os pilares, sem vedação lateral são de circulação, os principais compartimentos do estádios estão logo abaixo da plataforma que o circunda (veja nas imagens e corte abaixo). Já a cobertura é feita em membrana, em gomos, sustentada por cabos tensionados e sustentada por um anel interno e um externo- técnica frequentemente utilizada pelo escritório responsável pelo projeto, a GMP architeckten (autor da cobertura do estádio Commertzbank Arena e Olímpico e Berlin, no mesmo sistema, e consultor para o estádio de brasília, manaus e também belo horizonte).




Outro ponto interessante da arquitetura é o formato de sua cobertura. Ela é um círculo perfeito, no entanto sua arquibancada é oval, mantendo a qualidade (pela distância) dos assentos nas laterais do campo e reduzindo o número de assentos na parte atrás dos gols, oscilando a altura da arquibancada (veja no corte, acima, e na planta, abaixo).


Capacidade: 40.000

28.8.09

Wimbledon e sua cobertura retrátil

A partir deste ano, o mais renomado torneio de tênis teve em sua quadra principal uma cobertura retrátil. Wimbledon, acontece todo ano em um período de chuvas, e este período é o responsável por várias interrupções nos grandes jogos.


Foto do site oficial - Vista 360º clique aqui

Finalmente, depois de muitos anos, resolveram colocar a cobertura retrátil na quadra central (quadra dos jogos mais importantes) que é capaz de se fechar em minutos. O projeto foi desenvolvido pelo escritório Populous (responsável por grandes projetos de arquitetura esportiva, como o Emirates Stadium, por exemplo) e , através dessa cobertura, visam melhorar a qualidade do espetáculo tanto para o jogador, quanto para o torcedor. A estrutura metálica, com película transparente, permite a incidência de luz natural no gramado (que deve ser perfeito para evitar desvios das bolinhas). O projeto também considerou fluxos de ar para que o calor gerado não se condense. A capacidade passou de 13.800 pessoas para 15.000.


Foto do site Oficial

Apesar de uma crítica ou outra, a principal feita pelo tenista Andy Murray, a cobertura foi bem recebida. No caso do tênis, em qualquer tipo de quadra (grama, caso de Wimbledon, saibro ou lisonda) a chuva atrapalha bastante, principalmente nos dois primeiros tipos, pois o piso torna-se extremamente escorregadio e a bolinha fica pesada. A paralização dos jogos, também pode favorecer um jogador cansado, ou "esfriar" um jogador. Em contrapartida, além da chuva, claro, a cobertura ajuda combatendo o vento - cruel inimigo! É bastante importante ter essa opção de se fechar a cobertura, pode tornar o jogo mais justo.

No caso do futebol, é um pouco diferente, não é tão necessário quanto no tênis. Mas é bom para o público, principalmente pelo simples conforto.

Mas porque Wimbledon¹ demorou tanto para instalar essa cobertura? Custo! Por mais que o evento seja um dos maiores no setor esportivo, é extremamente cara a tecnologia, ainda mais quando fecha tão rápido como esta em questão. Será que precisamos necessariamente de coberturas retráteis para a Copa de 2014? Não necessariamente. Podemos por depois, com um pouco mais de calma e depois que conseguirmos programas adequados para viabilizar o projeto financeiramente. Mas coberturas das arquibancadas... essas, sim, deveriam ser obrigatórias!
Somos nós torcedores que movimentamos esse mundo que é o futebol. Agora precisamos nos preocupar com a qualidade do evento, atender as exigências mínimas, sem chorar por flexibilidade da FIFA e tentar bolar coisas que surpreendam o público brasileiro e internacional que espera ver uma copa exemplarmente sustentável.

1 - Wimbledon é realizado desde 1877 !!!

18.8.09

Morumbi: 5 propostas de cobertura

No site Portal da Copa, matéria diz que Caio Luiz de Carvalho, coordenador paulista da Copa, alega que o São Paulo tem 5 propostas para a coberura do Morumbi. Uma delas teria partes retráteis que dividiriam o estádio em partes menores para shows e eventos de menor porte.

Não encontrei nada publicado além disso... imagino que ainda não deve ter sido divulgado e provavelmente só será, após 31 de agosto ou "mais um mês", prazo para apresentar a viabilidade dos estádios à FIFA.

A proposta, imagino eu, que seja mais ou menos a idéia do StadiArena, que conheci há pouco tempo. (Cliquem no link para ver o vídeo demonstrativo... é interessante a idéia).
Essa proposta para o Morumbi de coberturas retráteis é do escritório de arquitetura holandês, Amsterdam Arenas.

Quanto às outras propostas, assim que souber como são e de quem é a proposta, postarei aqui.

Apesar desta cobertura dar mais viabilidade de uso, o custo provavelmente será bem maior. Será mais um ponto a ser estudado pela viabilidade financeira e de onde virá essa verba.
Além disso, acho que apesar de mostrar grande avanço e viabilidade pela abertura a muito mais usos, acho que ainda há mais trabalho a ser feito.

Bom, vejo esse avançao como um ponto positivo e a favor do Morumbi. No entanto, ainda vejo problemas no entorno que já citei em outros posts. Espero que algo de novo seja apresentado.
Vejo como ponto a ser estudado também, a cor dessa cobertura. Até hoje, a cobertura que foi apresentada é vermelha, em um material que tem translucidez. Dependendo do grau dessa translucidez, o estádio corre o risco de ficar avermelhado, sem dúvida atrapalhará na transmissão televisiva e também para quem assiste jogos e shows nos estádios durante o dia.
Questão a ser pensada.

Ainda sobre o Morumbi, saiu no globo esporte, que o Morumbi pode ser "rebatizado" com o nome de um de seus parceiros na reforma do estádio. Chamado de "Name Rights" isso já aconteceu no Allianz Arena (seguradora) e no Emirates Stadium (companhia aérea). Acho um tanto estranho. Se o estádio é novo, ainda vai. Mas sendo um estádio que já é conhecido há tempos por um nome, já tem seu nome homenageado a alguém, acho isso um certo desrespeito.
Além do mais, passando o tempo, pode gerar certa confusão, como sinto que acontece com a Arena da Baixada, que muitos ainda chamam de Kyocera Arena. No entanto, não deixa de ser fonte de receita.

Leia o caso da Kyocera Arena/Arena da Baixada aqui.



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