Livraria Cultura

Mostrando postagens com marcador led. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador led. Mostrar todas as postagens

11.9.13

Gramado do Corinthians


Estive nesta última sexta (6 de Setembro) no estádio do Corinthians, em Itaquera, onde o Artur Melo, engenheiro agrônomo, me recebeu e me deu uma aula sobre gramados. Vou mostrar um pouquinho do gramado, mas sem muitos detalhes para não cometer nenhuma gafe, afinal, é um assunto muito específico e o Eng. Artur Melo é quem poderia dar mais informações. 

Abaixo algumas fotos da cobertura em andamento, vistas gerais do estádio e do gramado.


Alguns assentos já foram instalados, nestas fotos com a instalação em homenagem aos 103 anos do Sport Clube Corinthians Paulista - parte coberta não sei por qual motivo. Os assentos estão fixados no espelho dos degraus da arquibancada e poderão deslizar por eles podendo remover ou amontoar em um canto se for necessário realizar algum show - embora a ideia inicial do estádio tenha sido a de não abrigar grandes shows, muito mesmo pois o gramado é delicado e trabalhoso. A empresa responsável pelos assentos é a BlueCube³


Acima dá para ver o sombreado, com a cobertura ainda incompleta, às 15h-15h30 e sem a cobertura atrás dos gols.

Tive poucas oportunidades de pisar em gramados oficiais e este, sem dúvida é o melhor em que já andei - principalmente comparando ao do Soccer City, na África do Sul, durante a Copa 2010. Liso, perfeito! Corte da grama com 28mm, bem uniforme e com um xadrez muito bonito e bem feito.

Assim que cheguei, o Eng. Artur Melo estava prestes a tirar a temperatura do solo.  Ele tirou em algumas partes distintas do campo, que estava sendo irrigado no momento. Deu cerca de 2ºC de diferença da parte ensolarada para a parte já sombreada pela cobertura - que projeta uma sombra generosa no estádio já por volta das 15h-16h, o que faz com que a manutenção do campo tenha que ser mais rigorosa para evitar a proliferação de algas e fungos e para que receba uma iluminação artificial compensando a falta de luz solar.

Abaixo, a medição na parte sombreada - com temperatura próxima ao ideal para este tipo de grama, que vai requerer também um irrigação do solo com água resfriada.


O cortador de grama é este abaixo, que deixa o corte da grama perfeito, como tesoura e não cortando por impacto, como as outras máquinas. Este corte perfeito evita que a folha fique mais exposta à bactérias.


A irrigação é bem homogênea.


Abaixo, os reservatórios de água, para resfriamento e o ambiente onde receberá os equipamentos do sistema de drenagem a vácuo que estão previstos para chegar ainda este mês (importados dos EUA).




Não conseguir tirar foto da máquina de iluminação artificial pois estava coberta, mas ela é bem grande e deve dar suporte noturno para a recuperação do gramado suprindo parte da necessidade de insolação que a grama requer. O custo pelo uso das máquinas deve subir bastante. O estádio do Grêmio também tem feito uso destes equipamentos.

Grama artificial

Atrás dos gols, onde costuma ter a área de aquecimento dos jogadores (conforme a FIFA pede) o arquiteto resolveu colocar somente um gramado artificial paisagístico (mais duro), reservando a parte lateral, próxima dos penaltys para este fim, com a grama artificial adequada para os jogadores. Este gramado artificial que é muito mais maleável, flexível e gostosa de se pisar. Com uma boa instalação fica perfeita como um gramado natural.

O andamento do estádio

Abaixo, algumas vistas do estádio, que está com a cobertura em andamento, com o acabamento inferior sendo colocado nas partes onde a estrutura já está avançada.

  

As vedações laterais já começaram também como podemos ver na imagem abaixo.


Uma das fachadas principais, já está praticamente completa - a fachada com placas cheias de LEDs onde será possível interagir com o exterior colocando nomes, mensagens e tudo, menos publicidade - já deu para ver as idéias em fotos da divulgação do projeto.

Os acessos em preto são os vomitórios, para chegada e saída do público e dão acesso ao corredor luxuoso, todo em mármore, aos sanitários 'tecnológicos.



Na foto abaixo, quando ampliada, dá para ver os pontos dos LEDs em cada placa.


A fachada oposta, que dá para ver do metrô que vem de Arthur Alvim, onde terá o símbolo do Corinthians 'afundado' em um painel de vidro leitoso já começou a ser colocada como podemos ver na foto abaixo.

Foto por Yara Baiardi

 Embaixo das arquibancadas neste setor, o estádio abrigará um shopping e no estágio atual já dá para ver os estandes das lojas, o andar superior aberto para o debaixo (como configuração tradicional de shoppings centers) e o acabamento em gesso acartonado sendo instalado - bem diferente dos estádios que costumamos frequentar onde o acabamento é o próprio concreto da estrutura. 

Outro lugar que deve receber o gramado e o Eng. Artur Melo ainda este mês é a Arena Amazônia, que atingiu 80% de conclusão.

*todas as outras fotos foram tiradas por mim, Lilian de Oliveira 
** você pode ler mais sobre o estádio em diversos posts já publicados neste blog, basta digitar 'Corinthians' na barra de pesquisa logo abaixo do Banner deste blog.

ATUALIZAÇÃO: O portal 2014 publicou hoje algumas fotos tiradas pelo Diego Salgadoa, pouco depois da minha visita e que ilustram algumas coisas que mencionei nesse post. Clique aqui para ser redirecionado ao album de fotos.

24.2.12

Melbourne Stadium

Pelo natural desenvolvimento do futebol e economia, acabo me restringindo a estádios europeus e brasileiros pela Copa 2014 e Olimpíadas 2016. No entanto, hoje venho com um estádio de Melbourne. O que mais me chamou a atenção é que é um estádio com a fachada interativa, algo que propus em meu trabalho final. No meu caso, baseado na captação do som nas arquibancadas a energia era transferida para leds na fachada referente ao setor onde o som era captado. As cores das lâmpadas de LED variariam conforme a intensidade do som também. Pesquisei como isso seria captado e como funcionaria a troca, mas os professores não aceitavam que eu me preocupasse com isso - frustrante. No caso do meu TFG, a cidade veria o estádio em movimento através de 'olas' nas arquibancadas, gols comemorados no setor visitante ou da casa, sustos de ameaças a gols em setores próximos ao gol, enfim, o estádio, contaria por fora, o que aconteceria dentro.


Mas voltando ao estádio de Melbourne, a proposta é que a cobertura tenha várias lâmpadas com capacidade de brilhar em várias cores e que poderiam ser programadas para imitar o movimento interno da torcida. Sua cobertura é em 'bioframe', uma estrutura em aço mais leve e que usa 50% menos material que outras coberturas. Foi trabalhada em toda a sua extensão na consistência estrutural do domo, formando os gomos que podemos ver abaixo. 





A fachada, no entanto, é facetada, trabalhada triangularmente, formando uma malha e permitindo uma variedade de vedações como na imagem abaixo vemos: totalmente vedada, com brises ou abertos. Isso facilita a manutenção e diminuição de gastos caso ocorram e ainda, próximo ao campo, pode ser trabalhada a transparência dessa cobertura, facilmente, usando materiais como o ETFE, por exemplo - embora isso não tenha sido mencionado, mas é uma forma fácil de adequar caso o gramado sofra com falta de insolação.





Vale lembrar também que a construção do estádio, que tem capacidade para 30.000 torcedores (tamanho mais natural às necessidades de hoje), inaugurado em 2010, foi uma estratégia de marketing para atrair futuros eventos esportivos.  Uma oportunidade como esta está sendo perdida pelo Brasil que não visa construir equipamentos que possam atrair outros eventos esportivos após a Copa do Mundo e Olimpíadas. Eventos de outros esportes, anexando aos suas arenas 'multifuncionais' equipamentos de um esporte que ainda precisamos desenvolver e incentivar. Mais uma vez, estão nos dando exemplos, idéias e não estamos adotando. Uma pena.

Acima, foto do flicker de WilliamBullimore
Fontes:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...