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1.10.09

Porque ninguém convencerá a FIFA (continuação)

Conforme já disse aqui, tenho um outro blog, que pode ser acessado pelo Portal Copa 2014, e que se chama Arquibancada. O último post, sobre a limitação espacial do Morumbi, contava com fotos comparativas de outros estádios das Copas da Alemanha e da futura Copa na África do Sul - local de onde saem os maiores aprendizados da FIFA, dando-a respaldo para fazer as tais exigências que devemos seguir e que, posteriormente, complementaremos no caderno para as Copas posteriores a 2014.

Por algum problema no blog, algumas fotos não estavam sendo visualizadas, portanto, optei por colocá-las aqui. Imaginei que era uma limitação de imagens por post, mas mesmo num post novo, como o mesmo formato de imagem, elas não podiam ser visualizadas. Continuo então o post...

Disponho novamente, juntas, as concorrentes à abertura do evento:


Mineirão, Belo Horizonte

Mané Garrincha, Brasília

Morumbi, São Paulo

A foto que estava com problema era a do Mineirão, mas agora, dispostas lado a lado, podemos comparar melhor como os dois primeiros estádios tem espaço considerável para uma circulação livre, abrigo de equipamentos televisivos e das mídias do mundo todo, e, até mesmo, uma futura expansão, se necessário. Sabemos que as exigências mudam, devidos às mudanças da sociedade, o que é extremamente normal. Portanto, quando há uma construção grande, deve-se manter uma área livre, controlando a urbanização que, em São Paulo, aconteceu desordenadamente. Essa urbanização desenfreada ocorre nas grandes capitais do mundo. Considerando toda a história inglesa, por exemplo, vemos que o mesmo ocorre. Os estádios ingleses, apesar de serem muito bons, internamente, com muitas tecnologias, ainda sofreriam deste mesmo mal caso quisessem sediar uma Copa. Questão de segurança. Mesmo assim, apresentam estádios um pouco mais livres de construções coladas que o Morumbi.

Além disso, retomo, a Inglaterra tem um sistema e malha metroviária invejável, com uma localização muito melhor situada que o Morumbi. Mesmo com uma estação de metrô, a acessibilidade é limitada, querendo ou não. Ainda mais com uma linha de metrô cumulativa - não ramificada.

Outros estádios que havia separado são:

Amsterdam Arena, Holanda, e Volcano Stadium (Chivas), em Guadalajara, México, respectivamente.


Estádio de Sapporo, Japão - considerando que o país tem uma limitação espacial absurda, onde tudo ocupa o mínimo possível, vejamos onde o estádio é colocado: onde está mais livre possível!


Giuseppe Meazza (San Siro), Milão, Itália - metrópole também...


Beijing, sede das últimas Olimpíadas - já serve de exemplo para o problema de Olimpíadas no Rio (assunto postado no arquibancada)


Estádio de Braga, Portugal - referência em foco no torcedor.

Não vou deixar de colocar aqui os que tem construções mais próximas não porque o intuito não é me colocar como dona da razão ou forjar uma teoria. Mas ainda faço as observações abaixo das fotos:

Acima a esquerda estádio do Manchester City e a direita, do Manchester United (Old Trafford), em Manchester, na Inglaterra. Mesmo sendo na Inglaterra, estão mais livres que o Wembley, em Londres.


Estádio Olímpico, Roma, Itália. Um pouco limitado pela urbanização e pelo relevo. Não é a toa que um dos times já está viabilizando um novo estádio. Relembrando, os estádios italianos e espanhóis já estão superados e passarão por modernização e contarão com construção de novos estádios.


Camp Nou, é um dos mais importantes estádios, mas também tem construções relativamente próximas, mesmo assim, está bem mais "folgado" que o Morumbi, e, caso sediasse uma Copa do Mundo, também teria que se virar com os espaços ao redor... aí ainda tem uma possibilidade de desapropriação e adequação do entorno. Lembrando, Barcelona também teve grande desenvolvimento após as Olimpíadas, e por isso, tem um dos trajetos de circulação de pedestres mais adequados, chamadas de Las Ramblas.


Acima, o mais complicado de todos, Santiago Bernabeu, em Madrid, Espanha. Este tem o caso muito próximo ao do Morumbi, construções extremamente próximo e com chances de expansão e desapropriação, mínimas. Sem dúvida, a FIFA jamais autorizaria ali uma abertura ou encerramento da Copa.

Completando o post com mais dois exemplos, coloco o estádio olímpico das Olimpíadas de Barcelona, com um espaço totalmente adequado - mais um exemplo sobre o caso Rio 2016 e, logo abaixo, o caso do Maracanã, como encerramento.





Apesar de o Maracanã sofrer um pouco com a localização, hoje, conta com um metrô, e, até a Copa, contará com um sistema integrado de transporte. Além disso, em volta, tem um espaço livre relativamente suficiente. Nota-se isso pelas construções vizinhas bem mais distantes e pelos vazios que não foram ocupados em massa pela urbanização caótica, como no caso da capital paulista. O encerramento da Copa 2014 provavelmente será no Maracanã por ser o único concorrente, por toda história do estádio e pelo porte do mesmo. Além disso, seria extremamente difícil bater a visibilidade que o Rio de Janeiro tem.

Atendendo a pedido, adiciono a imagem do estádio da Luz, em Lisboa, Portugal:



Só para ressaltar o que eu penso sobre as desapropriações: qualquuer desapropriação é complicada - leva-se em conta valor histórico, número de propriedades, local para a "transferência" desse uso. As vezes não vale a pena. Agora olhando o estádio acima, podemos ver que, por mais que estejam próximas, ainda vejo grande diferença com o morumbi, há um espaço livre para ampliação, e são poucas as edificações vizinhas. As vias são transtornos, sim. Mas cada caso tem sua especificidade, há como mudar as vias se extremamente necessário, mas, de preferência, achar outra solução. Quando é estádio do governo, as coisas ficam mais simples, sendo particular, é contra o ideal.

Ainda sobre a importância do espaço livre ao redor do estádio, não é só cumprir uma área necessária. Portanto, é necessário espaço em toda a sua volta, pois as saídas estão em toda a volta.. precisa de espaço para que pessoas saiam com segurança em casos de emergência, para que corredores de pânico não sejam criados entre as saídas dão praticamente de frente para residências, ou quaisquer barreiras físicas. Precisa de um sistema em raios, para evacuação, e até mesmo para a organização da entrada.
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