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1.4.14

Apresentação Estádio do Corinthians por Anibal Coutinho

Fiz duas visitas ao estádio do Corinthians e postei fotos e informações aqui e aqui, no Gol da Arquitetura. Mas só hoje descobri os vídeos feitos pelo Arkitetonix, na palestra do arquiteto responsável pelo estádio do Corinthians. 

Uma coisa ou outra mudou, outras ainda estão em definição, mas para quem tem dúvida e quer conferir direto da boca do autor, posto aqui os vídeos publicados no perfil do Henrique Barsaglini no Youtube



A visita aconteceu em novembro de 2012.

26.12.13

Wanangkura Stadium - Austrália

Com um nome que significa turbilhão, furacão, no idioma nativo, este estádio está localizado em Port Hedland, ao oeste da Austrália.

















Peter Bennetts

Peter Bennetts

Além de menções sobre as olimpíadas de Sidney, esta é a primeira vez que venho com um projeto de estádio na Oceania, feito pela ARM Architecture Peter Bennetts. Embora chamado de estádio, é um complexo esportivo com ginásio poli esportivo com capacidade de 400 torcedores, somado a duas quadras de squash, uma academia, vestiários e espaços para eventos. No lado externo, o complexo conta com quadras de basketball e o já existente equipamento ovald e cricket.

A importância deste estádio é a identidade. Sua forma, que parece um tetris, é inconfundível e nenhum outro estádio faz nem mesmo lembrar este daqui. Muito já falei, e a força que a identidade de um estádio tem, reflete em sua receita e no turismo local. Hoje, um estádio tem que ter algo único, tem que proporcionar sensações e um retorno emocional ao usuário, ainda mais com as mídias sociais tão presentes fazendo o serviço de divulgação. Nada mais nulo que postar fotos que não mostrem claramente onde é que você está.




Peter Bennetts

A intenção do projeto era criar um centro de recreação, com design que marcasse a paisagem, mas com um orçamento que coubesse no bolso. Para isso foram usados estes painéis que são facilmente trocados e produzidos sem ser sob medida.

Peter Bennetts

Veja mais imagens da obra. Clique nelas para vê-las ampliadas.

ARM Architecture
Peter Bennetts

Peter Bennetts

Peter Bennetts
ARM Architecture

ARM Architecture

Peter Bennetts

Simbologia

O local  tem condições climáticas específicas e é alvo de ciclones em alguns períodos e temperaturas extremas no verão. O projeto é eficiente em relação a estas questões climáticas. A região também é marcada pela mineração e pelo público flutuante. 

Vejo como essas referências locais um reflexo no design do estádio. As entradas parecendo uma cratera e o nome. 

Peter Bennetts

Peter Bennetts

Como homenagem ao time local, cujas cores são preta e branca, listras gigantes foram feitas no teto do estádio multi esportivo, já que o acesso ao local é exclusivamente aéreo.

Peter Bennetts

Acima, vista aérea com as listras nas cores do time e a planta de cobertura. ARM Architecture

Encerro o ano com este estádio como referência. Ano que vem tem copa do mundo e pretendo mostrar muito mais dos nossos equipamentos que hoje são dos melhores. Conto com a participação de todos e agradeço por este ano.



Peter Bennetts

Fonte:
Arch2o

16.10.13

Zaha Hadid é contestada com o estádio nacional do Japão

Há pouco mais de um ano foi lançado um concurso de arquitetura para o Estádio Nacional do Japão e quem ganhou o concurso foi nada menos que Zaha Hadid. (veja aqui todos os finalistas)



O estádio deve ser sede dos jogos olímpicos de 2020 e da copa do mundo de rugby de 2019 e terá capacidade para 80.000 torcedores, quase o dobro do que recomenda-se hoje (indo de 40.000 a 60.000 para eventos maiores, facilitando a sustentabilidade financeira). O estádio deve abrir e encerrar o evento e pretende-se realizar shows posteriormente, o que recomenda-se para a manutenção e gestão de um estádio grande, mas que fere a qualidade do gramado.



O projeto

Sob criteriosos quesitos e restrições o concurso era exclusivo para arquitetos renomados usando como exigência prêmios importantes da arquitetura, como o RIBA ou Pritzker, e com experiência comprovada em projetos de estádios acima de 15.000 assentos.

Em vídeo, Toyo Ito falava de todas as necessidades que o projeto deveria atender, dando grande ênfase à sustentabilidade. O estádio também deve ter uma estrutura retrátil e complementar a paisagem, critério que a arquiteta iraquiana (radicada na grã bretanha) diz atender criando uma cobertura única e coesa, formando uma silhueta que se integra à cidade.


Segundo Tadao, a fluidez chamou a atenção no projeto e segundo a arquiteta a ponte criada é um novo modo de vivenciar esse espaço no eixo Norte-Sul e acredito que realmente o estádio não pareceu uma barreira física e, dentro do possível, afinal um estádio não passa despercebido, também não é uma barreira visual por conta de suas curvas - característica da arquitetura de Hadid. No vídeo podemos ver a corbertura retrátil que dá uma sensação de leveza absurda. Além disso, observem as rampas de um nível a outro, rampas de acesso que dão uma fluidez no acesso que parece funcionar bastante em países civilizados e que só favorece a saída de emergência. No entanto, barreiras mais externas são necessárias para controle de acesso.


O estádio ainda conta com um museu e cria uma praça pública, que não acredito funcionar muito bem, mas que pode servir como suporte para contenção gradual de público e como suporte para os grandes eventos que deve hospedar.



Localização




O estádio será construído no mesmo lugar onde, em 1964, o Japão hospedou pela primeira vez os Jogos Olímpicos.

Sustentabilidade

Um dos pontos 'verdes' da construção é a promessa de uso de águas cinzas (residuais) e foi incorporado ao conceito refrigeração com água de chuva e uso do calor geotérmico.



Protesto

Segundo o site Plataforma Arquitectura, o arquiteto renomado Fumihiko Maki tem tentado reunir forças de outros arquitetos famosos japoneses contra o projeto 'demasiado grande e demasiado artificial' para o contexto do entorno. Realmente o estádio tem uma escala gigante, no entanto, que arquitetura não é artificial? Além disso, ele está questionando portanto, toda a arquitetura de Zaha Hadid, pois ela tem sempre este tipo de traço.

"Espero que  este protesto tenha êxito para a redução do tamanho do projeto para se adaptar ao contexto" comentou Sou Fujimoto, um dos arquitetos unido à Maki, Toyo Ito (que participou do concurso) e Kengo Kuma. “Não estou lutando contra Zaha. A competência para o estádio foi muito rigorosa e não se pode revertir totalmente. Mas o desenho poderia ser melhor."

Fumihiko Maki criou um simposio chamado “Re-pensando o novo Estadio Olímpico no contexto histórico de Gaien”, com a participação de Toyo Ito, Hidenobu Jinnai, Shinji Miyadai e Tetsuo Furuichi. O debate será transmitido ao vivo no Ustream assim as pessoas interessadas poderão ver os posicionamentos em relação aos ajustes que consideram ser válidos. Os arquitetos convidados deixam claro que não questionam a vitória de Hadid, mas que acreditam em ajustes no design do projeto para interferir menos na paisagem.

A escolha do estádio foi feita por Tadao Ando, portanto, não é todo arquiteto renomado japonês contra. Segundo ele, "a entrada dinâmica e futurista do estádio incorpora a mensagem que o Japão gostaria de passar para o resto do mundo. Acho que esse estádio vai se tornar um altar do esporte mundial pelos próximos 100 anos."

Na opinião do responsável pela escolha do projeto de Zaha, o estádio incorpora-se muito bem na paisagem de Tóquio. Comentem! Vocês acham grande demais? Acreditam ser justo o pedido de outros arquitetos como certa interferência no design de Zaha Hadid? Eu confesso que ainda não consigo chegar à conclusões sem mais material técnico para pensar. Pelas imagens tem hora que parece coerente, mas tem hora que realmente parece meio desproporcional. O problema é que ainda não sei ao certo qual o problema em ser desproporcional (como nas duas imagens abaixo), se estiver esteticamente cativante como está e se a função e programas estiverem bons. Não parece, inicialmente ter tanto impacto no entorno.



Comparação


O orçamento do estádio deve atingir cerca de 1,62 bilhão de dólares e deve começar após a demolição do estádio atual, que deve ser concluída em 2015. Já como comparação, o estádio do Corinthians deve atingir cerca de 1 bilhão de reais, sem demolição de estádio algum. Dá para pensar um pouco, o estádio em Itaquera não terá demolição e não tem tanto design, no entanto tem um interior como um shopping.

Fontes:

Casa Vogue
Inhabitat I II
Plataforma Arquitectura

*Assim que tiver mais material técnico para analisar, complemento este artigo, tentando me posicionar.

UPDATE: Novembro de 2013
A arquiteta Zaha Hadid vai ter que reajustar seu projeto, modificando a escala, conforme o pedido dos arquitetos citados acima.

11.9.13

Gramado do Corinthians


Estive nesta última sexta (6 de Setembro) no estádio do Corinthians, em Itaquera, onde o Artur Melo, engenheiro agrônomo, me recebeu e me deu uma aula sobre gramados. Vou mostrar um pouquinho do gramado, mas sem muitos detalhes para não cometer nenhuma gafe, afinal, é um assunto muito específico e o Eng. Artur Melo é quem poderia dar mais informações. 

Abaixo algumas fotos da cobertura em andamento, vistas gerais do estádio e do gramado.


Alguns assentos já foram instalados, nestas fotos com a instalação em homenagem aos 103 anos do Sport Clube Corinthians Paulista - parte coberta não sei por qual motivo. Os assentos estão fixados no espelho dos degraus da arquibancada e poderão deslizar por eles podendo remover ou amontoar em um canto se for necessário realizar algum show - embora a ideia inicial do estádio tenha sido a de não abrigar grandes shows, muito mesmo pois o gramado é delicado e trabalhoso. A empresa responsável pelos assentos é a BlueCube³


Acima dá para ver o sombreado, com a cobertura ainda incompleta, às 15h-15h30 e sem a cobertura atrás dos gols.

Tive poucas oportunidades de pisar em gramados oficiais e este, sem dúvida é o melhor em que já andei - principalmente comparando ao do Soccer City, na África do Sul, durante a Copa 2010. Liso, perfeito! Corte da grama com 28mm, bem uniforme e com um xadrez muito bonito e bem feito.

Assim que cheguei, o Eng. Artur Melo estava prestes a tirar a temperatura do solo.  Ele tirou em algumas partes distintas do campo, que estava sendo irrigado no momento. Deu cerca de 2ºC de diferença da parte ensolarada para a parte já sombreada pela cobertura - que projeta uma sombra generosa no estádio já por volta das 15h-16h, o que faz com que a manutenção do campo tenha que ser mais rigorosa para evitar a proliferação de algas e fungos e para que receba uma iluminação artificial compensando a falta de luz solar.

Abaixo, a medição na parte sombreada - com temperatura próxima ao ideal para este tipo de grama, que vai requerer também um irrigação do solo com água resfriada.


O cortador de grama é este abaixo, que deixa o corte da grama perfeito, como tesoura e não cortando por impacto, como as outras máquinas. Este corte perfeito evita que a folha fique mais exposta à bactérias.


A irrigação é bem homogênea.


Abaixo, os reservatórios de água, para resfriamento e o ambiente onde receberá os equipamentos do sistema de drenagem a vácuo que estão previstos para chegar ainda este mês (importados dos EUA).




Não conseguir tirar foto da máquina de iluminação artificial pois estava coberta, mas ela é bem grande e deve dar suporte noturno para a recuperação do gramado suprindo parte da necessidade de insolação que a grama requer. O custo pelo uso das máquinas deve subir bastante. O estádio do Grêmio também tem feito uso destes equipamentos.

Grama artificial

Atrás dos gols, onde costuma ter a área de aquecimento dos jogadores (conforme a FIFA pede) o arquiteto resolveu colocar somente um gramado artificial paisagístico (mais duro), reservando a parte lateral, próxima dos penaltys para este fim, com a grama artificial adequada para os jogadores. Este gramado artificial que é muito mais maleável, flexível e gostosa de se pisar. Com uma boa instalação fica perfeita como um gramado natural.

O andamento do estádio

Abaixo, algumas vistas do estádio, que está com a cobertura em andamento, com o acabamento inferior sendo colocado nas partes onde a estrutura já está avançada.

  

As vedações laterais já começaram também como podemos ver na imagem abaixo.


Uma das fachadas principais, já está praticamente completa - a fachada com placas cheias de LEDs onde será possível interagir com o exterior colocando nomes, mensagens e tudo, menos publicidade - já deu para ver as idéias em fotos da divulgação do projeto.

Os acessos em preto são os vomitórios, para chegada e saída do público e dão acesso ao corredor luxuoso, todo em mármore, aos sanitários 'tecnológicos.



Na foto abaixo, quando ampliada, dá para ver os pontos dos LEDs em cada placa.


A fachada oposta, que dá para ver do metrô que vem de Arthur Alvim, onde terá o símbolo do Corinthians 'afundado' em um painel de vidro leitoso já começou a ser colocada como podemos ver na foto abaixo.

Foto por Yara Baiardi

 Embaixo das arquibancadas neste setor, o estádio abrigará um shopping e no estágio atual já dá para ver os estandes das lojas, o andar superior aberto para o debaixo (como configuração tradicional de shoppings centers) e o acabamento em gesso acartonado sendo instalado - bem diferente dos estádios que costumamos frequentar onde o acabamento é o próprio concreto da estrutura. 

Outro lugar que deve receber o gramado e o Eng. Artur Melo ainda este mês é a Arena Amazônia, que atingiu 80% de conclusão.

*todas as outras fotos foram tiradas por mim, Lilian de Oliveira 
** você pode ler mais sobre o estádio em diversos posts já publicados neste blog, basta digitar 'Corinthians' na barra de pesquisa logo abaixo do Banner deste blog.

ATUALIZAÇÃO: O portal 2014 publicou hoje algumas fotos tiradas pelo Diego Salgadoa, pouco depois da minha visita e que ilustram algumas coisas que mencionei nesse post. Clique aqui para ser redirecionado ao album de fotos.

12.5.13

Aniversário de 4 anos do Gol da Arquitetura

Exatamente hoje, o blog Gol da Arquitetura completa 4 anos de existência.

Bolo em formato de estádio

Em 12 de Maio de 2009, criei um blog, somente como um lugar para eu postar as minhas idéias em relação a estádios, facilitando a vida de quem fazia um projeto final de graduação e me realizando ao entender um assunto que me cativou tanto. Senti na pele a dificuldade de encontrar material referente a vários quesitos durante o meu TFG, cursado na Universidade Mackenzie. 

O blog também serviu para eu postar o que eu pensava em relação ao Brasil como sede da Copa e das Olimpíadas, e foi daí que analisei cada estádio e cidades-sede. Análises estas que me abriram portas para a Universidade do Futebol como colunista e colaboradora - cujos artigos viraram um curso - e também como blogueira no Portal da Copa, com o blog Arquibancada que me foi dado. Junto vieram muitas matérias em revistas renomadas como a Téchne, por exemplo e inúmeros jornais por todo o país, inclusive indicações para o prêmio Top Blog onde ficou duas vezes no top 100. 

O gol da arquitetura sempre me fez despertar mais interesse pelo assunto e fiz muitos contatos, inclusive com muitos leitores aqui do blog, que sempre participaram, enviaram emails e, junto a alguns, ajudei a desenvolver seus projetos finais de graduação como 'orientadora' extra oficial e palpiteira de plantão, o que me fez muito feliz por compartilhar dessa experiência. Foram cerca de 6-7 trabalhos finais que acompanhei, além de alguns para quem somente indiquei literatura e enviei dicas e orientações gerais. Isso sempre me complementou, trouxe novos desafios e inspiração para novas postagens. 

A frequência de posts diminuiu conforme meu ritmo de trabalho como arquiteta autônoma aumentou. 

Espero que o blog continue com uma boa visualização e aguardo cada vez mais participações de vocês comentando, indicando assuntos e links interessantes, questionando ou criticando.

Obrigada por todos que de alguma forma colaboraram com o blog, que deram entrevistas e tiraram dúvidas em especial para o Gustavo Brocanello, Eduardo Castro Mello, Hype Studio, Artur Melo e a todos que confiaram em mim para dar orientações em seus trabalhos. Um abraço e continuem fazendo do blog uma experiência legal. 

24.1.13

Rock Stadium: um estádio dos Emirados Árabes

Fruto de um concurso de arquitetura, o rock stadium foi a proposta vitoriosa para um estádio que tem como característica principal a mimetização ao deserto. Encostado nas montanhas, em Al Ain, o estádio aproveita a orientação exata norte-sul para sua implantação e usa a areia do próprio local, que é própria para a construção e diminui os efeitos ambientais da obra. 


O estádio foi projetado para 40.000 lugares e fica nos Emirados Árabes Unidos, próximo à fronteira com Oman. O arquiteto responsável, Marwan Zgheib, fundador do escritório MZ architects, do Líbano, passou alguns dias no local com topógrafo, geólogo e especialista no tipo de rocha das montanhas em questão e  percebeu que a idéia inicial de um estádio isolado não era tão óbvia quanto usar a montanha como uma das arquibancadas.


O efeito noturno é digno de obras do país. Chama a atenção e será sem dúvida um marco. O valor da obra deve chegar a absurdos 750 milhões de euros - para os que já se arrepiam com os custos da copa.

Abaixo, podemos ver o trecho em marrom mais claro da parte retirada das montanhas para poder encaixar a arquibancada no estilo teatro grego. Em marrom mais escuro, a parte que pode ser mantida.


Algumas coisas no projeto me incomodam bastante, ainda mais por ser um projeto premiado. O tamanho da arquibancada na montanha é bastante desproporcional ao estádio e a vista do topo dela deve ser uma das piores dos estádios contemporâneos.


Além disso, o acesso parece ser difícil e o possível estacionamento também. Não consegui encontrar informações em relação a isso, mas não vi pistas de como pode ser feito. O acesso às arquibancadas é pelos cantos e pelo acesso frontal em destaque. No entanto, muitas coisas parecem agir contra a segurança. E em um local onde 40.000 pessoas podem sair de uma única vez, não ter um acesso definido e com saídas próximas pode ser bastante complicado e caótico.

Outro problema de compreensão que tive é em relação às aberturas da arquibancada das montanhas. No corte não aparece qualquer sinal do local para qual elas levam. Não dá para saber se são cavernas, se são corredores de acesso, mas ambos não fazem sentido e nenhum é seguro.


 Abaixo, os acesso laterais:



A vista é, sem dúvida, interessante. Mas com o projeto apresentado, falta compreender muita coisa. Falta muita lapidação. 


A cobertura pareceu bastante leve e vai até o limite das arquibancadas, o que é fundamental pela forte insolação.


Bom, como não há muito material, trouxe esse estádio mais como uma notícia, que como uma análise. Vale a pena aguardar alguns anos para ver como ele se desenvolve. Ao ver esse projeto acabei me lembrando de outros projetos que em algum momento tem algo a ver com esse estádio, fica a dica para conhecerem:

Museu do Egito (Vigliecca & Assoc) Esse projeto, também no deserto, apresenta uma característica que, de certa forma, também se esconde um pouco na paisagem. Reparem que nele o acesso é bem definido, mesmo sendo no deserto.

Estádio de Braga (Souto de Moura) Esse estádio, assim como o Rock Stadium, aceita a paisagem inserindo-a no projeto, criando um ambiente interno significativo.

Volcano Stadium 1 (Massaud) Da mesma forma, o solo parece se levantar para abrigar o estádio, sem mostrar suas estruturas aparentemente.

Fonte:
Design Boom
Fubiz
Arch Daily
The National
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