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1.4.14

Apresentação Estádio do Corinthians por Anibal Coutinho

Fiz duas visitas ao estádio do Corinthians e postei fotos e informações aqui e aqui, no Gol da Arquitetura. Mas só hoje descobri os vídeos feitos pelo Arkitetonix, na palestra do arquiteto responsável pelo estádio do Corinthians. 

Uma coisa ou outra mudou, outras ainda estão em definição, mas para quem tem dúvida e quer conferir direto da boca do autor, posto aqui os vídeos publicados no perfil do Henrique Barsaglini no Youtube



A visita aconteceu em novembro de 2012.

6.12.13

Abertura da Copa 2014: Brasil x Croácia na Arena Corinthians

Conforme sorteio da Copa (Fifa Draw) qua acontece agora, na Costa do Sauípe, a abertura do evento será entre Brasil e , a ser realizada dia 12 de Junho, às 17h no estádio do Corinthians.


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O palco:


28.11.13

Morte e escravidão da Copa do Mundo: Arena Corinthians e Estádio Lusail

Aconteceu nesta quarta, 27, próximo às 13h, um acidente envolvendo uma grua e resultando em duas mortes de operários que trabalhavam na obra do estádio do Corinthians. Esse post vem levantar duas situações distintas e lamentáveis.

Acidente na Arena Corinthians

Abaixo, um gráfico da globo que mostra o trecho onde aconteceu a fatalidade.


Chamo de fatalidade, pois não acredito num erro de cálculo pois um módulo igual já tinha sido colocado pela mesma grua. Não acredito em negligência com a segurança, pois estive lá algumas vezes e é bem controlada. Além disso, um contato meu compartilhou a informação de que haviam vários treinamentos de segurança no estádio localizado em Itaquera. Foi de fato uma fatalidade e só a perícia pode dizer o motivo, o que não muda em nada a morte dos funcionários, infelizmente. 

Acredito em algum erro de operação do funcionário que movimentava a grua (que, sem dúvida, era experiente - não é qualquer funcionário que pode fazer o serviço e numa obra deste porte, não colocariam alguém sem prática) e talvez, mas menos provável, no terreno que pode ter cedido. 

Vários motivos foram levantados pela mídia sensacionalista, pois quem não entende de projeto, obra, estrutura, etc., fica especulando causas improváveis. Não acredito em ação do vento, pois a fachada leste, onde ocorreu o incidente, recebe ventos no sentido sudeste e noroeste, e no, mesmo que tenha sido forte o suficiente para interferir no serviço, não afetaria como afetou. Principalmente considerando que o vento noroeste é o mais forte, que jogaria a estrutura para fora do estádio. Fiz um esquema, como podem ver abaixo. Não sou perita em ventos nem em estruturas, só tenho esse argumento como motivo para não acreditar nessa possibilidade.


Abaixo, uma foto do trecho em novembro de 2012, uma das primeiras partes a mostrar a evolução da construção do estádio, em seguida, algumas fotos que tirei este ano, exatamente do trecho em questão, já com os painéis de LED e que postei em setembro de 2013 aqui no blog e uma do acidente, por último (fonte: uol)

Nov 2012:

Foto: Lilian de Oliveira

Setembro 2013:



Foto: Lilian de Oliveira

Novembro 2013:
Fonte: uol

Outros estádios, infelizmente, também tiveram mortes de operários, como o Mané Garrincha (Brasília) e Arena Amazônica (Manaus) onde dois operários (um em cada) sofreram quedas e não resistiram. Houve uma morte em Abril deste ano no estádio do Palmeiras, com a queda de uma arquibancada, onde outros operários também ficaram feridos. Acidentes acontecem, e existe um trabalho enorme para evitá-los. Todo clube não quer ter seu estádio manchado com o sangue de seus operários, nem mesmo as construtoras querem ter problemas com acidentes de seus funcionários e por isso sempre fazem treinamentos e fiscalizações. 

Lusail


Com o acidente, foi levantado o caso de negligência, a 'possível' culpa do clube, etc. com cerca ignorância. Tudo isso me fez lembrar, embora sejam casos completamente diferentes, de casos recentemente noticiados, mas que não foram muito explorados. O assunto é sobre os abusos na construção civil, mostrando casos envolvendo as copas, embora ele vá muito além da arquitetura esportiva. 

Um desses casos é do estádio de Lusail, para a copa 2022, no Qatar. O jornal inglês, The Guardian, denunciou o trabalhado escravo de nepalenses com direito a atrasos do salário de meses de trabalho, confisco do passaporte, falta de comida, agressão e, em cerca de 2 meses de obra, somava 44 mortes por exaustão - a partir de investigação, foi descoberto trabalho de funcionários por 24h. Caso parecido com este se repete em muitas obras no Brasil, inclusive uma foi noticiada no Brasil pelo CQC há alguns anos. O estádio, por ter mais visibilidade, levantou o assunto, embora as pessoas não tenham dado tanto destaque.

Outro estádio da Copa 2022 no Qatar virou polêmica há alguns dias por motivos diferentes. Veja mais.

Levantando esta questão, existe também o programa de contratação de ex-escravos, cujas pessoas foram resgatadas de condições de dívida, trabalho e habitação forçada e deplorável. Leia mais.

7.11.12

Agenda: 24-11 Visita ao Itaquerão - Visitas guiadas às obras dos estádios são exploradas

Visitas guiadas devem ser exploradas em vários estádios da Copa, e já são hoje, em alguns deles. Vincula a torcida, valoriza a história e sua estrutura. 

Com as obras da Copa 2014, alguns estádios vem explorando as visitas desde já, como o Castelão, em Fortaleza, e o Itaquerão, em São Paulo. Acredito que o de Brasília também esteja bastante frequentado. 

O perfil do Governo do Estado do Ceará sorteou diversas vezes seguidores da página para visitar o estádio Castelão. Já a arena do Corinthians, será alvo de uma visita pequena (40 vagas somente) no próximo dia 24 de Novembro. A visita será guiada pelo autor do projeto, o arquiteto Aníbal Coutinho.

Para fazer a inscrição, com custo de R$80,00, basta entrar no seguinte link e seguir as orientações. 
Mais detalhes, também no link.

Visita ao estádio Itaquerão: Arq Tour


31.8.12

Iluminação do estádio do Corinthians

A FIFA tem uma sessão específica para a parte de iluminação do estádio, visando, dentre muitos fatores, a iluminação do campo e o não ofuscamento de jogadores (principalmente goleiro) e torcida. No entanto, o Corinthians apresentou um projeto elaborado pela marca OSRAM -  de extrema qualidade - para 'a melhor iluminação de estádio do mundo'. 

O projeto visa usar projetores com luzes extremamente brancas capazaes de dar qualidade real das cores, para uma transmissão HD 3D. Os placares também são de grande qualidade e, na fachada, escapando da lei cidade limpa, um painel gigante de LEDs deve mostrar a história, torcida e dados institucionais do clube - tudo menos campanhas comerciais. 


No vídeo acima, mais detalhes deste projeto e podemos ver que atrás dos placares, vídeos são disponibilizados para o lado externo do estádio. Será possível ver a transmissão de fora? Poder ouvir a torcida, mesmo quem ficou sem entrada? Não tão espetacular, mas de certa forma democrático para um time tão grande. 

Sobre a questão do caderno da FIFA, a disposição dos projetores na cobertura, como mostrada no projeto, não seguem as especificações, mas, como promete não ofuscar, talvez tenha sido uma questão de discussão com a entidade máxima do futebol.

Para quem quiser saber mais sobre essa parte do caderno da FIFA, escrevi a certo tempo uma matéria sobra as recomendações. 

Mais informações sobre a iluminação, clique aqui para ir para a matéria do PINI WEB

23.5.12

Programa 'A Liga': Itaquerão

Um programa do qual gosto muito, 'A liga', da Band, mostrou nesta última terça (22) várias facetas da região de Itaquera voltando o foco principal para as interferências da construção do estádio Itaquerão, que será sede da Copa do Mundo 2014.

Entre informações importantíssimas sobre a desapropriação de barracos de algumas comunidades bem próximas ao estádio, salientaram a forma como a Prefeitura de São Paulo tenta passar por cima da dignidade e direitos humanos através de bolsa aluguel de míseros R$300,00. Contou com a participação da urbanista Raquel Rolnik que tem representado muito bem esta questão perante a ONU, buscando respeito e direitos aos cidadãos que podem ser afetados com a Copa - sem dúvida, a principal ideia do programa foi passada através dela. Vale também mencionar a importância da parte onde mostra o movimento do metrô. Felizmente nossos horários de jogo não são os de pico no metrô. No entanto, com a Copa, não acredito que a Zona Leste seja liberada do trabalho para poder aliviar o metrô, portanto, se coincidirem os horários, o metrô pode ficar mais tenso que o mostrado no vídeo, estendendo-se para muitas outras estações.

No entanto, várias distorções ao longo do programa, o fizeram cair na questão credibilidade. Quem assistiu o programa pode notar em vários momentos uma ideia de que o vilão é o Corinthians, como se o clube estivesse consumindo o dinheiro público. Mencionou-se até 500 milhões de investimento público, como se o estádio fosse fruto do gasto da prefeitura. O estádio é financiado, ou seja, o clube deverá, em parcelas e com juros, pagar cada centavo gasto na sua construção. O incentivo ficasl, por outro lado, pode, sim, ser questionado. Há a isenção de impostos, o que não é implementação de renda pública, mas a inexistência de arrecadação - e isso é mais comum do que se pode imaginar. Há inúmeras áreas onde a Prefeitura tem interesse em desenvolver. Para isso, a Prefeitura incentiva o investimento, livrando as empresas, construtoras, institutos, indústrias ou residências de IPTU, por exemplo, para que haja mais interesse das empresas privadas. Isso ocorre até entre estados: a Arisco saiu de São Paulo e foi para o nordeste pois tinha isenção de impostos, assim como muitas outras indústrias. Quem preserva patrimônio histórico, na minha cidade (Atibaia-SP), ganha isenção do IPTU proporcional à manutenção atual da edificação. Ou seja, é prática comum e legal da prefeitura em desenvolver áreas passíveis de intervenção. Desta forma, o poder privado livra o poder público (parcialmente) de alguns investimentos ou faz com que seja mais fácil investir em uma região.

O que mais pode ser questionado é o valor que a prefeitura vai investir em arquibancadas removíveis, que usará como artifício para conseguir a abertura do evento. Mas, para São Paulo conseguir a atenção gigantesca com a abertura da copa, a Prefeitura vai investir um valor (que realmente não sei se é o real informado no programa - 70 milhões) e que, sem dúvida, voltará em diversas formas para a população (comerciantes, para o transporte, hotéis, etc.) e que, conseguiria em menor número se tivesse jogos, mas sem a abertura. Novamente, é o mínimo que a prefeitura pode fazer, buscar o melhor retorno para a cidade, ou alguém consegue ver alguma forma da prefeitura lucrar ao fazer arquibancadas desmontáveis?

Além disso, há uma incoerência entre o tom falado no programa (parte 4 aos 3:43) e o infográfico abaixo (que consta no site do programa). No vídeo pareciam 500 milhões absurdos investidos e nenhum centavo para ajudar a população, já na imagem abaixo, 'o lado bom'.

*Imagem do site do programa 'A liga' de 22/05/2012

Além disso, investimentos em transporte público, em facilidades viárias, iluminação pública, segurança, sinalização é um investimento para muita gente, ou seja, para a população, principalmente para frequentadores e habitantes da zona leste em geral, não só de Itaquera. 
*Lembrando que em momento algum acho correto usar isso como desculpa para o despejo de família.


E ainda saliento que é um caso completamente diferente ao de Cuiabá, onde, neste último, as arquibancadas serão removíveis porque querem um estádio mínimo depois da copa, como se ela nunca tivesse passado por lá. São casos diferentes e motivos diferentes para serem removíveis.

Quem vai sofrer com a Copa são os que sofrerão com a desapropriação de suas casas ou barracos, mas todo o resto da população reconhece o quanto Itaquera evoluirá com o evento. Agora, colocar a Sophia Reis (parte 5 do programa), com seu ar de rebelde de elite e petulância, ironizando funcionários públicos, interrompendo a explicação de outro para cantar parabéns é, no mínimo, uma falta de respeito. Não é porque a população é tratada como palhaça, que deve-se fazer circo nas ocasiões de reivindicação - que foi o que ela fomentou com primor no programa. Educação pode funcionar. 

Quanto à Prefeitura, esta deveria, no mínimo, ter feito uma reunião de apresentação do projeto com os possíveis moradores que deverão ser afetados pela avenida nova, debatido e com propostas razoáveis com moradias próximas e de qualidade para estas famílias.

Este post foi escrito por ver que muita gente se deixou influenciar por um tom parcial e, em certos pontos, ignorante durante um programa que deveria ter investigado dados e tomado mais cuidados com sua postura e palavras. Os vídeos podem ser vistos no site do programa.


Textos que podem interessar relacionados ao assunto:

Habitação x Copa do Mundo e Olimpíadas - sobre o posicionamento da Raquel Rolnik nesta causa
Valores das arquibancadas desmontáveis segundo o portal da copa 2014, clique aqui.

16.5.12

Cavaleiro Fiel, o novo nome da estátua do Corinthians

Há algumas semanas coloquei aqui a notícia que havia saído sobre a futura estátua de São Jorge, em frente ao estádio do Corinthians, em Itaquera. Pouco tempo já fervilhava a polêmica religiosa, já que quando se mexe com religião, há muita falta de aceitação de quem não compartilha da mesma fé. 

Fato é que São Jorge está envolvido com o clube há muito tempo. Há discordâncias dos motivos e datas, mas está ligado de diversas formas: construção da capela, nome do parque onde o Corinthians construiu seu clube permanecendo somente o nome, ligação à origem inglesa do clube, e também às referências de São jorge, um padre guerreiro, militar e que buscava com afinco seus objetivos, ao time, que também tem em suas veias este espírito de garra. Leia mais aqui em texto sobre as referências.

No entanto, nenhum corinthiano até então reprimia o time pela crença no santo (símbolo no catolicismo e também relacionado às religiões afro-africanas e umbanda), por tê-lo como padroeiro, nem mesmo pelo nome do clube ser Parque São Jorge. Onde é que foi cutucada a ferida? Na criação de uma estátua, que va contra a crença dos evangélicos (em grande número e crescimento no país), não acreditam em imagem. 

Acredito ainda na estratégia do clube, como mencionei em texto sobre o assunto (links no fim deste texto), mas também acredito que poderiam ter escolhido com mais cautela, de repente, escolhendo o mosqueteiro, ou o gavião. No entanto, é direito do clube escolher o que desejar, principalmente pois o padroeiro está ligado de diversas formas.

Acredito que seja questão de aceitação da fé alheia, independente de qualquer outra coisa. Se alguém for se incomodar com a imagem e possíveis peregrinações ao santo, podemos dizer então que os outros que não são evangélicos possam se incomodar com a arquitetura infeliz da maior parte das igrejas evangélicas. É justo? Não!

São diferenças que temos que aceitar ou continuaremos sempre a colocar a fé acima de direitos humanos, liberdade de expressão ou qualquer coisa do gênero.

Entendo quem está contra, faz jus a sua crença, mas faz um bom tempo que o time tem este padroeiro, imagino que a grande maioria tenha escolhido o time quando ele já estava vinculado ao S. Jorge. Eu mesma, não sou católica, embora tenha sido criada e instruída para ser, no entanto, não me incomodo. Se alguém realmente quiser ir até a estátua, rezar para são jorge, acender velas ou qualquer outro ato religioso, que assim o faça. Eu simplesmente não o farei. Posso conviver muito bem com a religião alheia e mesmo se ela for relacionada ao meu time, para mim, Corinthians é futebol, pode ter quantas relações com qualquer religião, que, para mim, o único interesse será o esporte. A única coisa com a qual me preocupo é com a boa manutenção da estátua, se isso de acender vela realmente acontecer, o que duvido um pouco pois não é tão assim venerado no catolicismo como mencionam.

A mudança de nome foi ridícula, uma forma em que Rosenberg achou para minimizar a polêmica, mas uma vez feito, não vai conseguir voltar atrás, é tentar ludibriar o povo. Mas enfim, ele mesmo afirma que não há nada com S. Jorge, que se alguém peregrinar será uma peregrinação ao tal 'cavaleiro fiel'. 

Veja abaixo um vídeo da estátua, convenhamos que tirando os 'torcedores' ao redor, é o São Jorge no cavalo.

Somente um esclarecimento para mais fácil aceitação. Entendo a não aceitação de imagens, no entanto, como fui criada como católica, tenho uma boa noção do que as imagens representam. Em nenhum momento uma imagem é para formar uma imagem física de um santo como traços, cor de pele, tipo de cabelo, etc, mas um ser humano genérico, com itens/objetos que façam com que os fiéis lembrem de seus fatos, que não caiam no esquecimento. Imagino que seja como a quipá dos judeus, que tem função de lembrar que sempre tem alguém acima de nós. É como um lembrete e estímulo para que oremos a quem acreditamos, para quem somos devotos. É somente um valor agregado à religião, não há nada de errado com isso, só pode trazer maiores valores morais ao fiel.

Não deve ser uma questão religiosa, mas uma aceitação à história do clube, a sua relação com o catolicismo e não é porque cresce uma nova religião no país que isso deve mudar. Não é porque tem novos torcedores do time, que o clube deve se desligar completamente do que ele cultuou por um certo tempo. Além do mais, o Brasil é um dos maiores países católicos no mundo.

Pode até ser positiva a construção da estátua para tentar mostrar que não há nada demais em conviver com mais de uma religião sem conflitos, sem um ficar enojado com o outro, e até mesmo aceitar quem não tem religião. Pode ser um avanço para o país, um avanço para a sociedade.

Estádios trabalham com e para o marketing
Itaquerão terá estátua de São jorge

*Espero não ter ofendido ninguém com qualquer comentário, não foi minha intenção em nenhum momento. Somente acredito que pode ser bom financeiramente para o clube, valorizando sua história.

10.5.12

Um saibro azul em Madri

O que, de repente, era uma estratégia dessas que valorizo em deixar um lugar marcado com uma referência arquitetônica, virou uma lambança. A unicidade de um estádio, seu ambiente, seja por sua arquitetura ou por fatores e valores muito característicos proporcionados pela mesma, ao meu ver, é bastante válido no quesito financeiro.

Isso é diretamente ligado ao turismo que leva junto a publicidade, a mídia em geral, ou seja, marca um evento ou local e faz com que ele seja distinto e, por isso, mais interessante que os outros equipamentos e outras competições. E isso serve para qualquer arquitetura, não só a esportiva.

Masters 1000 de Madri e o saibro azul

O assunto do post de hoje é o saibro do torneio Masters 1000 de Madri (tênis).



As críticas são principalmente sobre ser mais escorregadio que o saibro vermelho, com difícil recuperação, mas também podemos incluir o quique da bola, que tem um ritmo diferente, e altura diferente, contrariando o que se disse no vídeo acima sobre ter feitos testes e chegar a conclusão de que é igual ao saibro vermelho (tradicional).

Depois da crítica ao piso feita pela maioria dos atletas, deve-se pensar até onde vai esse intuito. Não é cabível piorar as condições da prática esportiva somente por esta razão. Ainda mais sem discutir com os atletas, como foi noticiado.

Foi um elenco bom que reclamou do piso da quadra: Federer, Nadal, Djokovic, Ferrer, Almagro, o brasileiro Bellucci, Gasquet, entre outros. Caroline Wozniacki que inclusive chegou a cair em quadra e se contundiu, não chegou a fazer reclamações, mas por seu discurso, também nota-se que sentiu diferença na velocidade. Alguns comentários foram mais sutis e teve gente, como a própria Wozniacki, até que aceitasse a quadra apesar de sentir diferença.



No entanto, este é um post para mostrar também que há limites. O saibro azul pode ter sido colocado também por conta de um patrocinador, o que agrava ainda mais o caso - interferência no esporte por conta de patrocínio e quem paga é o atleta. Só se coloca em jogo um novo material, se este está completamente adequado ao esporte. Para o tênis onde há três diferentes tipos de piso (saibro, grama e lisonda), para diferentes calçados e diferentes ritmos de jogo. Mudar mais alguma coisa pode interferir muito na partida. No saibro usa-se um solado tipo colméia, ou zigzag, sem elevações na sola para não marcar o piso e por este motivo escorrega tanto na terra. Alguns atletas, como Belucci e Djokovic mencionaram usar até chuteiras.

Ficou sim mais agradável para o público e para a transmissão, mas também quebra o tradicionalismo, ao qual muitos são fiéis, como Nadal mencionou. Já as irmãs Williams discordam entre si. Enquanto Serena está junto com Djokovic alegando que a opinião dos atletas não foi considerada e que foi feito o que tinham vontade de fazer e pronto, Venus vibra na futilidade das cores dizendo que cores brilhantes estão na moda e que queria ela ter inventado isso.

Mas vai muito além disso, o equipamento é para o público, para a TV e para os atletas. Mas, se para estes últimos não estiver adequado, qual será o show para o público e para a TV? Quem é primordial na escolha? 

Vejam algumas reclamações feitas:

"... para mim, é impossível se movimentar. Ataquei apenas cinco vezes. No resto, só queria passar a bola, acertar meu saque e buscar o erro dele. Isso para mim não é tênis. Ou uso chuteiras ou chamo o Chuck Norris para jogar nesta quadra",  Novak Djokovic

"Ano que vem, se fizerem o torneio em saibro azul novamente, não posso esquecer de trazer minhas chuteiras de cravo", Thomaz Bellucci

"O piso é complicado, muito escorregadio, não te faz sentir confortável", Rafael Nadal

"Esta quadra esta um pouco além de ser uma quadra de terra. Pedi para me deixarem jogar com tênis para grama, mas não permitiram. Agora vamos nos adaptar. As condições são as mesmas para todos. Estamos em plena temporada de saibro e esta é uma quadra bem longe de ser [de terra]", Rafael Nadal


E mais - fugindo da arquitetura, mas continuando em Madri -, em breve pretendem colocar bolas de tênis verdes ou laranjas fluorescentes, para contrastar mais com a quadra - como se o amarelo vibrante já não fosse contrastante com qualquer coisa.

Vi uma opinião diferente da minha, do Wagner Brenner. Uma opinião em que se vê tudo isso como genial, como deveria ser se a qualidade fosse igual. Claro que ele só está palpitando daqui, como eu, e não em quadra em um dos torneios mais importantes do tênis. Vale a pena dar uma olhada, inclusive porque menciona o gramado preto do Corinthians. Clique aqui para ser redirecionado ao texto.

Será que se o estádio do Corinthians tivesse um gramado preto a bola também teria que mudar de cor para ser mais visível pelos torcedores e pela televisão? 

7.4.12

Itaquerão e sua estátua facilitarão marketing do corinthians

Recentemente escrevi sobre as potencialidades da estátua de São Jorge que prometem colocar em frente ao estádio Itaquerão do Corinthians. Leia aqui.

E aproveitei esta semana para escrever mais um pouco sobre o assunto, com alguns dados de clubes e referências internacionais e a estratégia do Corinthians, Santos e Internacional. Ele foi publicado esta semana na minha coluna semanal na Universidade do Futebol. Clique aqui para ler.

Espero que gostem que comentem, lá ou por aqui mesmo.

30.3.12

Itaquerão terá estátua do São Jorge

Em inúmeros posts e artigos meus saliento a necessidade de se pensar o estádio em prol de receitas vindas de outras atividades além das bilheterias, pois elas não o sustentam financeiramente. 

Hoje, li uma notícia que me deixou feliz em ver que o Corinthians está pensando seu estádio com duas coisas interessantes:

1- Não trazer shows para o estádio - o que é genial pela questão do desgaste do gramado e risco de lesões em jogadores;
2 - Pensar fortemente em atrair turistas e corinthianos (mais precisamente) - isso se daria através de visitas monitoradas, coisa que quase todo estádio faz, e na estátua de São Jorge, padroeiro do time. 

Corinthians terá estátua de seu padroeiro, São Jorge, em frente ao estádio Itaquerão

A estátua

A estátua estaria sendo encomendada e teria a altura correspondente ao Cristo Redentor, na capital do Rio de Janeiro. Não tenho muita certeza da necessidade desse tamanho, no entanto, o terreno é grande e seria muito interessante a estátua próxima à saída do metrô. Inteligente, no mínimo, colocar a uma certa distância do estádio por questões de visibilidade, pragmatismo e de impregnar na imagem associada ao estádio. Seria, de fato, um símbolo para o bairro, para o estádio e para o Corinthians. 

Já salientei também a importância da iluminação. Ela valoriza e agrega muito valor à arquitetura e, no caso, ajudaria muito a estátua também.

Viver de bilheterias e visitas guiadas é pouco, mas todo o olhar da mídia que o Corinthians conseguir atrair, será fundamental tanto para o brasileiro, quanto para o evento da Copa de 2014. Exploração turística e da mídia podem trazer novas receitas ao clube.

Leia abaixo textos que já escrevi que complementam este post sobre a importância de achar outras fontes de renda através da forma que a arquitetura é trabalhada:


Fonte:

16.5.11

'A copa é nossa?', no programa Melhor e Mais Justo, da TVT

Mês passado fui convidada a participar de um debate sobre várias questões e impactos culturais e sociais da copa no nosso país para o programa 'Melhor e Mais Justo', da TVT.

Pudemos contar com 4 pessoas de áreas distintas e por isso ficou bem interessante apesar de ser breve.

O programa está dividido em 3 blocos, e podem ser vistos diretamente no site.
O site está passando por modificações, mas tentarei colocar aqui os links dos vídeos

1ª Parte:


2º parte:



3ª parte:




Espero que gostem!
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