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3.9.12

O legado de Londres 2012

Diferente do Brasil, a Inglaterra, mais especificamente Londres, tinha um interesse muito maior em planejamento urbano que nos jogos olímpicos. Enquanto Rio visa obter legado com os jogos, Londres conclui etapas de um plano antigo de desenvolvimento com a ajuda dos holofotes de Londres.

O desenvolvimento da 'zona leste' londrina é feito através da regeneração de uma área pós indrustrial com muitas edificações abandonadas. A proposta de londres foi criar o complexo olímpico, um parque e posteriormente transformar os equipamentos do evento em espeços públicos, ganhando enormes benefícios ao esporte e tratando do tal 'legado' propriamente dito, com propostas habitcionais - deficientes na região atualmente.

Abaixo, o plano londrino - Clique para ampliar:



Início da proposta: 1998-2004
Plano de conclusão: 2020
Plano de Legado: 2030

Londres considerou o rio que passa pela região em dois sentidos: o paisagístico, permitindo o " uso sustentável das águas do rio, mantendo a biodiversidade, e dessa maneira também gerar visuais dos estádios", conforme matéria do arch daily, e também o de transporte público, deixando um legado de mobilidade pública fluvial. O uso de bicicletas também deve ser estimulado com o plano.

Já dediquei aqui no Gol da Arquitetura um post exclusivamente sobre a importância de valorizar os rios e ele vale não só para a Copa, mas para as Olimpíadas, já que teremos mais de 8 anos aí com holofotes voltados para o Brasil, atraindo investimentos e investidores.

Falta mais atenção, no caso do Brasil, para os esportes olímpicos, como equipamentos públicos para a prática dos mesmos e, principalmente, planos a longo prazo, com benefícios estendidos a várias áreas interessantes para a cidade do Rio de Janeiro. Há benefícios que virão (leia abaixo sobre o campo de golfe), mas pode ser pensando num prazo mais longo e com um intuito mais urbanístico.

Fonte das informações: 
Arch Daily Brasil

Leituras complementares sobre o que foi mencionado no texto:
Concurso e Olimpíadas buscando o espírito olímpico - sobre um futuro campo de golfe público para o RJ
Os rios a serem encarados para a Copa 2014
Plano urbano do Rio e das olimpíadas 2016 e a referência de Barcelona

27.5.12

Eventos esportivos vão além do esporte

Sempre saliento a importância destes megaeventos esportivos. Seja lá qual for, dificilmento um evento esportivo só abrange o esporte. Ele atua em muitos setores diferentes, como o social, da saúde, de voluntariado, de qualidade de vida, infra-estrutura temporária ou definitiva. Cabe cada organizador se envolver com a cidade realizadora para desenvolver o máximo possível de benefícios posteriores ao evento. E isso tudo, é o tal legado de que todos falam, discursam, mas que não fazem muito esforço para conseguir.

Um grande exemplo disso é o caso de Londres e os Jogos Olímpicos 2012. Assim como a Alemanha incentivava os cidadãos a se aprenderem a se comunicar, a limpar suas fachadas, espalhar bandeiras da Alemanha e dos países onde os times iriam se hospedar ou jogar, Londres deve tentar uma campanha mais colorida, em uma das capitais mais cinzentas do mundo. O nome do projeto é "Garden for Games".

A grande idéia da vez estimula e recruta 13 mil jardineiros voluntários a plantarem verduras e legumes em locais públicos ou em suas residências e vasos nas fachadas com plantas que tenham as cores do símbolo olímpico (preto, verde, vermelho, amarelo e azul) e também nas cores da bandeira do reino unido (repetindo: vermelho azul, mas também branco).

jardinagem em Londres 2012
Logotipo formado por voluntários com plantas nas cores do símbolo
 Fonte: Terra

É um leque bastante interessante de se trabalhar, incentivando também a criatividade, solidariedade e hospitalidade britânica, além de proporcionar mais espaços verdes. A campanha foi feita através de manuais que explicam como ser um líder na região e também técnicas de plantio - o que é bastante fácil.

Isso complementa o que falo de que o Brasil deve, desde já, trabalhar com campanhas para os nossos problemas, como limpeza pública, prostituição, violência nos estádios, por exemplo. Assim resolvemos nossos problemas, ou ao menos suavizamos, mas também mostramos um Brasil mais civilizado nestes eventos onde a mídia achará os piores casos do país e que pode interferir em turismo e negócios internacionais.

Quem encontrar imagens do que Londres prepara nessa campanha, favor comentar com link. Imagino que, em breve, surgirão inúmeras coisas criativas em torno do assunto.

Quem quiser conhecer um pouco mais sobre a campanha alemã visite o link abaixo:

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