Volto a postar no blog, agora que retornei da África do Sul. A experiência de ver como realmente funciona uma Copa do Mundo é impagável e todos aqueles que gostam de futebol, aconselho que participem de alguma forma, ao menos uma vez na vida. Seja na organização ou como torcedor presente nos estádios, sugiro que escolham esse mundial como motivo para se fazer turismo.
A maioria das experiências que tive foram postadas no Portal da Copa 2014, no meu blog: Arquibancada, enquanto ainda estava lá. Tanto como turista, como arquiteta, mas como voluntária também. No entanto, durante a Copa e logo que voltei ao Brasil, gravei uma matéria com a SporTV mencionando algumas delas.
Quem tiver interesse em ver, tem a opinião de vários profissionais e concordo com a maioria delas. Principalmente com a do economista. Clique aqui para ser redirecionado ao site.
Não é de conhecimento de todos, mas conto aqui que vou para a África do Sul, mais precisamente, Johannesburgo. Trabalharei lá como voluntária oficial e aproveitarei o tempo livre pra estudar as estruturas para a Copa (tanto da cidade, como dos estádios). Pretendo ver os sucessos e fracassos da capital sul-africana para servir como referência ao Brasil, que sediará 2 grandes eventos esportivos pela frente (Copa 2014 e Olimpíadas 2016).
Pretendo, também, analisar alguma sub-sede, e ver como a Copa interfere no desenvolvimento urbano dessas cidades.
Caso alguém tenha curiosidades e sugestões de temas, fiquem a vontade. Estou fazendo uma listagem de coisas a serem analisadas. Em Johannesburgo terá dois estádios, o Soccer City (abertura e final do evento além de ser um dos melhores dessa Copa) e o Ellis Park (um dos piores dessa Copa, opinião minha, claro).
Soccer City (acima) Ellis Park Stadium (abaixo)
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Há algumas semanas, a Sportv me convidou para uma matéria sobre os voluntários da Copa, que estão na capital paulista. É uma matéria breve. Quem quiser dar uma olhadinha, eu estou ali no meio, mas não comentei nada. hehehe
Aproveito este post aqui para justificar um pouco a diminuição da freqüência das postagens. Agora que estou somente aguardando respostas para apoio ao estudo, prometo colocar mais notícias e análises (tanto aqui quanto no Blog Arquibancada). Fico no aguardo de sugestões aqui o por email se preferirem: arq.lilianoliveira@gmail.com
Na Copa de 2010 o Brasil já terá dado um passo para o início da conquista da imagem "verde" que buscará na Copa de 2014. A Nike desenvolveu uma camisa feita a partir de 8 garrafas PET, que tem seu peso reduzido em cerca de 13-15% do peso da camisa que usava na Copa de 2006, na Alemanha.
Em geral, a camisa parece um tanto retrô, tanto em relação ao modelo em si, quanto ao tom do amarelo.
"O Brasil produz anualmente cerca de 3 bilhões de garrafas PET, um produto 100% reciclável, mas o volume de reciclagem atualmente beira os 50%. Isso significa na prática que pelo menos 1 bilhão e meio de plástico não-biodegradável é descartado no meio ambiente por ano, o que significa algumas centenas de anos para absorção na natureza." - matéria segundo o site Tecnocracia.
Segundo a Nike, a produção da camisa também tem uma redução de cerca de 30% no uso de energia. Segundo o Estadão, outra modificação foi feita nas costuras. Ao invés de linhas, agora foi utilizada cola, coisa que já vem aparecendo em macacões da Fórmula 1 - ajudando na redução de peso.
Espero que as camisas tenham mesmo a mesma tecnologia dry-fit, ou andaremos para trás no sentido eficiência esportiva.
Dá para ver um vídeo e um texto da Band com mais detalhes clicando aqui.
Voltam para as modalidades olímpicas o Rugby e o Golf, a partir de 2016.
Apesar do Brasil não ter lá muito prestígio, reconhecimento ou destaque nesses esportes, podemos considerar um sucesso. Podemos trabalhá-los a partir de agora, investindo em equipamentos e nos poucos atletas que se viram em quaisquer campos pelas cidades ao desenvolvimento profissional.
Golf: trata-se de um esporte totalmente elitista, que pode ser relativamente popularizado no país conforme maior visibilidade e apoio da mídia para maior afinidade do povo brasileiro com o esporte. O outro, o rugby, poderia ser muito popular assim como o volley, basquete, futebol, natação ou atletismo.
Na África do Sul o futebol perde audiência para o rugby, esporte cujo público acompanha frequentemente. Poderíamos, talvez, aproveitar que a Copa que nos antecede acontece lá, e desenvolvermos matérias a respeito deste esporte e despertar mais interesse na população e ganharmos mais força em apoio a este esporte.
Temos alguns anos para investirmos no desenvolvimento, fomento e quem sabe mostrar algum resultado nesse evento grandioso do esporte.
Tá na boca de todo mundo essas tais vuvuzelas, que causam um barulho tremendo e que virou febre nos jogos da Copa das Confederações. É tanta mania, que a vuvuzela já ganhou até uma nova versão: a kuduzela. Com mesmo fundamento, fazer barulho nas torcidas e pelas ruas, a kuzudela agrega algo que remete à África. Seu formato é contorcido, como o chifre do animal nativo, o kodu, e é feito com o mesmo material que é feito o para-choque. Além disso, tenta suavizar as críticas que a vuvuzela tem recebido pelo seu som alto.
Mascote da Copa do Mundo FIFA 2010, tocando a kuduzela
A kuduzela, emite um som com menos decibéis, tentando não causar aquele "zumbido de mosquito" que ouvimos durante as transmissões da Copa das Confederações.
Algumas emissoras européias protestaram à FIFA para tentar proibir o uso das mesmas durante a Copa do Mundo FIFA 2010, pois atrapalhariam as transmissões. A África do Sul revidou dizendo que é um atentado à cultura esportiva local. Nessa disputa, tomo partido e fico do lado da África do Sul. A FIFA não exige um isolamento, especificando até o material usado para isolamento de camarotes VIPS, VVIPS e das cabines de transmissão? Então o caso é cobrar que esse isolamento acústico seja melhorado, não que a torcida deixe de comemorar do seu jeito.
Vuvuzela, segundo o blog fazenda virtual, significa “ 'falo comprido para soprar'. A raiz vuvu- significa 'soprar' ou 'por a boca em algo' e o sufixo -zela denota 'objeto comprido e oblongo'." Apesar do nome, o brasileiro já vem querendo criar em cima, anunciando a roiroizela. (o zela aí não se encaixa muito bem hahaha). A globo produziu uma reportagem sobre o barulho que a torcida brasileira também produz, mesmo com o time na 4º divisão.
Além disso, víamos bastante nas arquibancadas, praticamente escolas de samba, geralmente pelas torcidas organizadas, dando um show de comemoração. Geralmente, em eventos esportivos, que não o futebol, podemos ver também um apetrecho um tanto barulhento. Não consegui descobrir o nome exato, mas praticamente uma marca (Promostix). Ele consiste em um inflável, muito utilizado na Ásia, EUA e Europa, que, quando batidos um contra o outro, produz um som metálico, com o barulho equivalente a 10 vezes o som do aplauso. É inflado com a boca, evitando o uso de qualquer tipo de gás. As fotos abaixo mostram quais são eles, todo mundo deve conhecer... geralmente vejo em jogos de volley, natação e no Pan vi nos jogos de tênis (até fazendo barulho inconveniente nos momentos de silêncio sagrados das partidas). Nesses promostix, é feita a publicidade das empresas. O custo é super barato e o barulho, estrondoso.
Fotos retiradas do site da Promostix No entanto, acho que durante a copa, o melhor mesmo é o controle do isolamento acústico e não da proibição da comemoração da torcida, seja ela como for. No máximo uma campanha para que a torcida tenha um pouco de respeito, o suficiente para não interferir no andamento dos jogos, na arbitragem ou concentração, limitando-se às comemorações de pontos, gols, ou fim de jogos e intervalos. História da Vuvuzela e seu criador, pela Globo.