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1.4.12

PGE Arena Gdańsk

Esses dias me deparei com uma foto da PGE Arena, em Gdańsk, Polônia, inaugurado em Agosto de 2011, e que será palco também da UEFA EURO 2012, junto ao Estádio de Varsóvia já postado aqui no blog e alguns outros.


Picasa Magdalena Głażewska

Sinceramente, não é extremamente parecido com o estádio Soccer City, em Johannesburg, sede da Copa 2010 África do Sul? Exceto por detalhes da cobertura.Vejam abaixo:

Soccer city, copa 2010, foto por DJ Brazil

Na minha opinião acho bastante parecido. Tanto no formato, quanto na idéia de trabalhar as cores e nas aberturas. No entanto, todo o projeto da África do Sul tinha uma justificativa e simbologia cultural - A mistura das cores de pele, o formato fazia referência a uma espécia de caldeirão tradicional sul africano. Já a  PGE Arena, é relacionada ao âmbar, resina fóssil, que consideram ser original do báltico. A inspiração justifica bem a cor, mas nem tanto a forma, embora o desenhos das estruturas verticais sejam interessantes. A cor é bem próxima do material e deixou o estádio bem interessante sob a luz do dia.

                                         âmbar báltico, resina fóssil pela qual o estádio foi inspirado

Não é como o caso de cidade-sede Natal, mas o motivo pelo qual escrevo este post é o mesmo. Vale a pena fazer algo tão 'parecido' em um equipamento que custa milhões? Se é para construir, não vale a pena realmente fazer algo único, algo que atraia o interesse de pessoas que nem sempre podem se interessar por futebol, mas também pela cultura do país, pela arquitetura, por marketing esportivo? 

A PGE custou cerca de 150 milhões de euros, aproximadamente 450 milhões de reais.


Abaixo, mostro mais alguns detalhes da PGE Arena:

Detalhe lateral PGE Arena

fachada pge arena

cobertura do estádio pge arena

Fachada modular de PGE Arena
Fotos acima: Magdalena Głażewska

Também me incomoda um tanto a iluminação externa do estádio, onde tem muitos postes obstruindo a visão plena do estádio (ver a primeira foto do post). Há muitas formas de diminuir essa sensação, como  posicionar balizadores em ao longo dos caminhos, deixando a iluminação marcada no chão, sem subir postes altos ou diminuindo a quantidade deles, ou, também, dispor trajetos radiais para evacuação e postes dispostos neste mesmo sentido, em eixos radiais.

Podemos comparar também o sistema de revestimento externo e cobertura do Allianz Arena e da PGE Arena (fotos abaixo, respectivamente):

Sistema construtivo allianz arena

Sistema construtivo em policarbonado da PGE Arena

Apesar de utilizarem sistemas construtivos e materiais diferentes, podemos ver a semelha no conceito de uma estrutura de arquibancadas completamente desvinculada da fachada e cobertura  - uma ótima solução para estádios que necessitam de reforma sem mexer na estrutura existente das arquibancadas.
O material ETFE é excelente e é o utilizado no Allianz Arena. Já no PGE o material é o policarbonato, leve, mas não tanto como o ETFE, e apresenta problemas de durabilidade, limpeza e amarelamento do material com o tempo. O efeito é completamente diferente (assim como seu custo) e, com a iluminação, ambos mostram parte do interior por sua leve transparência. No entanto, na PGE arena, essa transparência, junto ao material e a cor amarela, já dão uma impressão de sujeira ou envelhecimento - ou não?

Estádio PGE em warclaw

Suas arquibancadas são levemente trabalhadas, num sistema aleatório das cores, mas sem simbolismos ou grafismos.

arquibancada PGE Arena

Internamente, podemos ver a estrutura da cobertura, a qual não passa muito a sensação de leveza. Mas podemos ver, claramente, seu sistema estrutural. A iluminação no gramado também pode indicar problemas com insolação no gramado no futuro, pois mostra uma cobertura no estilo europeu, onde a cobertura vai até o começo das arquibancadas, e sem muita transparência, prejudicando a sobrevivência do gramado.

Sistema construtivo da cobertura da PGE Arena

vista interna pge arena

Acabei colocando algumas opiniões próprias deste estádio, mas para mostrar um pouco deste novo equipamento que, para mim, não representa nada demais, nada surpreendente.

5.10.10

Copa 2010: Detalhes que acrescentam

Sempre mencionei que o estádio tem que permitir a prática do esporte com primor, mas também oferecer algo para a cidade. Esse retorno geralmente vem em benefícios para a região, em investimentos urbanos, e também no aumento do turismo. Para esse segundo caso, há vários métodos de obtenção: arquitetura icônica, que marque e represente a região, programática, que traga atividades alternativas e também de detalhes, trazendo uma identidade àquele estádio específico, coisas que foram vistas lá pela primeira vez, detalhes que chamam atenção de algumas pessoas, não todas, mas que complementam o projeto arquitetônico sem interferir na imagem geral do estádio.


Essas são características fundamentais. No caso da África do Sul, reparei em dois itens como estes que mostro aqui para vocês:

Tampas de 'bueiros' - água, luz, etc. em torno do estádio Soccer city:













Abaixo, o segundo item que chamou a atenção de muita gente, as placas de sinalização de sanitários femininos e masculinos, que no caso, não eram do estádio, mas de todos os equipamentos de apoio (mídia, centro de transmissão internacional, etc.).



São cuidados mínimos como estes que fixam o evento e os locais na memória do visitante/turista. No embalo, dá oportunidades ao design gráfico e ao design urbano.

Caso parecido como este é o teto do restaurante do Allianz Arena, que chama bastante atenção, criando um ambiente único:

Apoio:

     



4.5.10

Copa do Mundo FIFA 2010 - África do Sul

Não é de conhecimento de todos, mas conto aqui que vou para a África do Sul, mais precisamente, Johannesburgo. Trabalharei lá como voluntária oficial e aproveitarei o tempo livre pra estudar as estruturas para a Copa (tanto da cidade, como dos estádios). Pretendo ver os sucessos e fracassos da capital sul-africana para servir como referência ao Brasil, que sediará 2 grandes eventos esportivos pela frente (Copa 2014 e Olimpíadas 2016).

Pretendo, também, analisar alguma sub-sede, e ver como a Copa interfere no desenvolvimento urbano dessas cidades.

Caso alguém tenha curiosidades e sugestões de temas, fiquem a vontade. Estou fazendo uma listagem de coisas a serem analisadas. Em Johannesburgo terá dois estádios, o Soccer City (abertura e final do evento além de ser um dos melhores dessa Copa) e o Ellis Park (um dos piores dessa Copa, opinião minha, claro).

Soccer City (acima) Ellis Park Stadium (abaixo)
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Há algumas semanas, a Sportv me convidou para uma matéria sobre os voluntários da Copa, que estão na capital paulista. É uma matéria breve. Quem quiser dar uma olhadinha, eu estou ali no meio, mas não comentei nada. hehehe

Clique aqui para ver o vídeo.

Aproveito este post aqui para justificar um pouco a diminuição da freqüência das postagens. Agora que estou somente aguardando respostas para apoio ao estudo, prometo colocar mais notícias e análises (tanto aqui quanto no Blog Arquibancada). Fico no aguardo de sugestões aqui o por email se preferirem: arq.lilianoliveira@gmail.com
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