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28.1.11

Orientação para Trabalho Final de Graduação

Nestes últimos anos estudei muito, visitei bastante e me atualizei consideravelmente bem (lendo, fazendo cursos, workshops e frequentando palestras) sobre os seguintes assuntos: estádos, infra-estrutura esportiva e  eventos esportivos, em especial a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Somado a isso, alguns de vocês sabem que meu TFG (Trabalho Final de Graduação), no Mackenzie, foi um estádio na cidade de São Paulo e nesses últimos dois anos acompanhei e 'orientei' não oficialmente (já que fui procurada pelos próprios alunos) trabalhos finais relacionados ao tema. Foram, ao todo, seis trabalhos finais, pelo país, com propostas diferentes, mas sempre com estádios como objeto de trabalho.

Dificilmente nas faculdades temos orientadores que consigam orientar da melhor forma, dar referências que auxiliem e que sejam atualizados a respeito de estádios e das exigências. Esse, inclusive, foi o meu maior problema durante meu último ano de faculdade, o que me fez desenvolver um projeto que eu mesma não concordava, e, defender na banca, quais os pontos fortes do meu projeto assim como os defeitos do mesmo, propondo, não na prancha principal, como deveria ser a versão que discordava de meu orientador. Portanto, este ano estou me disponibilizando para fazer este serviço de orientação específica. Qualquer universitário que tenha interesse em ter um acompanhamento meu, com fornecimento de alguns manuais, cadernos de orientações, etc, que possam auxiliar, dar referências legais e 'orientações' ao trabalho em si, forneço meu email para que possam entrar em contato:
arq.lilianoliveira@gmail.com

Espero que possa ajudar mais gente que se interesse por desenvolver um trabalho final tão complexo como este. Em breve, novos posts! Acompanhem !

15.9.10

Ministério Público quer redução da capacidade do Estádio de Brasília

Acabei de ler no site da PINI que o Ministério Público pediu a redução da capacidade do estádio nacional de Brasília. A redução seria de 70.000 para 30.000 torcedores. 

O motivo dado é a preocupação do estádio se tornar um tão falado elefante branco. No entanto, porque somente agora, depois de muito tempo de anunciada a capacidade e o projeto ser apresentado, isso foi questionado de fato? Já mencionei várias vezes que o estudo programático para não se tornar um elefante branco tem que ser feito antes do projeto arquitetônico, mas essa demora extrema deixa tudo muito duvidoso.

Se a redução realmente acontecer, tiraria Brasília da disputa pela abertura do mundial, permanecendo Minas Gerais e São Paulo (com o estádio do Corinthians... se ele sair).

Pelo que foi demonstrado até agora, Minas Gerais é o mais organizado em relação aos preparativos, bom senso e dedicação. Vi membros da organização mineira em Johannesburgo analisando e consultando pessoas sobre a organização, tem um projeto coerente e bem elaborado além de estar cumprindo prazos e não fazendo corpo-mole. Além disso, há palestras sobre o desenvolvimento da organização.

O surgimento repentino do estádio do corinthians e da possível 'eliminação' de Brasília, caso a redução ocorra, faz com que tudo seja muito suspeito. Precisamos ficar de olho nesse Comitê de Organização !!!!

4.5.10

Copa do Mundo FIFA 2010 - África do Sul

Não é de conhecimento de todos, mas conto aqui que vou para a África do Sul, mais precisamente, Johannesburgo. Trabalharei lá como voluntária oficial e aproveitarei o tempo livre pra estudar as estruturas para a Copa (tanto da cidade, como dos estádios). Pretendo ver os sucessos e fracassos da capital sul-africana para servir como referência ao Brasil, que sediará 2 grandes eventos esportivos pela frente (Copa 2014 e Olimpíadas 2016).

Pretendo, também, analisar alguma sub-sede, e ver como a Copa interfere no desenvolvimento urbano dessas cidades.

Caso alguém tenha curiosidades e sugestões de temas, fiquem a vontade. Estou fazendo uma listagem de coisas a serem analisadas. Em Johannesburgo terá dois estádios, o Soccer City (abertura e final do evento além de ser um dos melhores dessa Copa) e o Ellis Park (um dos piores dessa Copa, opinião minha, claro).

Soccer City (acima) Ellis Park Stadium (abaixo)
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Há algumas semanas, a Sportv me convidou para uma matéria sobre os voluntários da Copa, que estão na capital paulista. É uma matéria breve. Quem quiser dar uma olhadinha, eu estou ali no meio, mas não comentei nada. hehehe

Clique aqui para ver o vídeo.

Aproveito este post aqui para justificar um pouco a diminuição da freqüência das postagens. Agora que estou somente aguardando respostas para apoio ao estudo, prometo colocar mais notícias e análises (tanto aqui quanto no Blog Arquibancada). Fico no aguardo de sugestões aqui o por email se preferirem: arq.lilianoliveira@gmail.com

25.11.09

Ralf Amann - sobre a arena de Manaus

Durante a 8ª Bienal de Arquitetura está acontecendo um ciclo de apresentações sobre as arenas das cidades-sedes da Copa 2014. Tive a oportunidade de ver semana passada a apresentação da cidade de Porto Alegre, Minas Gerais, Manaus e Salvador. Todas as apresentações foram bem completas, mas a de Manaus foi a que mas me deu satisfação.
Tive a oportunidade de perguntar ao Ralf Amann sobre algumas questões que eu levantei e que foram questionadas no post de análise da cidade-sede, Manaus.
Além disso, uma questão que desconhecia, até então, foi abordada:
Na cobertura, Amann salientou a existência de "brises" fixos, próximo à arquibancada superior que poderá permitir um fluxo natural do ar, melhorando a sensação que o clima que Manaus tem, economizando, ao mesmo tempo, custos com energia para ventilação forçada.
Também mencionou que os pisos serão drenantes e que, em parte desse piso, será feita uma impermeabilização abaixo para recolhimento de água para uma cisterna e reuso na irrigação do gramado e abastecimento dos banheiros.
Minhas perguntas foram as seguintes:
1ª - Se existia um trabalho da transparência na cobertura, para permitir melhor a insolação natural do gramado, evitando danos ao mesmo, já que a cobertura tem sua projeção bem colada ao limite do gramado. Nas imagens de divulgação do projeto não aparece nenhuma variação de translucidez.
Existe, sim, a preocupação com a transparência para que o gramado não tenha que ser trocado, como acontece em alguns estádios europeus onde se troca cerca de 4 vezes ao ano. O material escolhido (PTFE) também permite essa variação em degradè para conseguir o resultado.
2ª - Sobre os entulhos da demolição do Vivaldão, uma matéria falava que seriam utilizados na construção da nova arena ou transportados para outras obras da região. Gostaria de saber como esse material seria utilizado, se seria parcialmente ou totalmente utilizada na nova arena e como seria o transporte e distância dessas outras obras, considerando o custo financeiro e ambiental desse transporte.
Parte do entulho será triturado para usar como matéria prima para a nova construção. O restante será utilizado, sim, em novas obras. A distância é um dos quesitos para que se consiga o certificado LEED, há uma pontuação mínima requerida e isso restringe a distância até onde pode ser utilizado o restante do entulho. Por isso, às obras serão necessariamente próximas - cerca de 400km, o estipulado pela certificação LEED.
Fiz mais uma questão sobre os usos, se foi pedido algo específico, algum programa já definido de uso ou se era mais um conceito de múltiplos usos mesmo. A pergunta foi feita pois ao lado do estádio já há um espaço destinado a shows e um centro de convenções, captando, assim, possíveis usos do estádio. Ralf me respondeu que a arena estaria apta a receber inúmeros usos com a intenção de se sustentar financeiramente e que nesse estádio poderiam acontecer mega shows e eventos de porte maior.
Apesar do projeto ser muito bom ainda acho que poderia ser estudado um programa de eventos, de uma forma diferente: vendo quais eventos poderiam ser trazidos, quais já existem, quais tipos de eventos (shows, eventos religiosos, esportivos, convenções, etc.), ver se estão bem distriuídos ao longo do ano. Enfim, um esquema mais prático, como uma previsão da agenda, um calendário.
Além disso, durante a Bienal de Arquitetura, também acontece, pela primeira vez, um workshop de desenho urbano e estudos urbanísticos relacionando as propostas para cada cidade-sede aos seus problemas, sugerindo complementos ou modificações. Na primeira semana foram realizados os trabalhos dos grupos de Manaus, Porto Alegre (do qual participei) e Rio de Janeiro.
Sobre Manaus, foi levantada a questão do estádio com seu entorno e a possibilidade de tornar esse estádio num marco/ícone/símbolo arquitetônico, capaz de receber inúmeras visitas (garantindo mais uma fonte de renda), como o Ninho do pássaro em Beijing. Para saber mais, e como isso poderia ser feito, acompanhem as novidades do IAB-SP que disponibilizará material após o término de todos os workshops. Vale a pena conferir, acho que são questões a serem pensadas.
Grade de apresentações durante a 8ª Bienal - Clique aqui.

15.10.09

Tema da 8º Bienal de Arquitetura abordará Copa e Olimpíadas

Sob o tema Ecos Urbanos, acontece do dia 31 de Outubro até 6 de Dezembro, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, a 8ª Bienal de Arquitetura. O tema, segundo Bruno Padovano, arquiteto que renunciou ao cargo de curador do evento, está "centrado na idéia de que megaeventos podem repercutir positivamente na vida das cidades-sede, desde que através de processos democráticos – cada letra de ECOS dava origem aos subtemas da Bienal: “E” de Espacialidade, “C” de Conectividade, “O” de Originalidade e “S” de Sustentabilidade. Uma temática muito atual, agora que a Copa e as Olimpíadas foram consignadas ao Brasil!".

Apesar do arquiteto não ser mais o responsável pela cudoria, tanto workshops, inscrições de expositores, etc., caminhavam bem. "As exposições sobre as cidades-sede da Copa 2014 e o Rio Olímpico estavam bem encaminhadas também, o que daria vida ao pavilhão com idéias arquitetônicas e urbanísticas de grande apelo não somente para a nossa classe, mas para um público mais amplo", complementou Bruno Padovano em entrevista ao ARQ!Bacana.

Vale a pena conferir até quem não é muito envolvido com arquitetura, pois, com esses eventos em 2014 e 2016, é importante saber o que pode ser feito e até mesmo entrar em contato com os responsáveis para contribuições. Em geral, a maioria se mostra bastante receptivo às sugestões (nem sempre às críticas... mesmo que construtivas).
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