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| Estádio Moça Bonita |
24.2.12
Arquibancadas trabalhadas
10.7.09
Cidades-sede: Rio de Janeiro

O palco do espetáculo é, obviamente, o Maracanã, que marca a história do Rio de Janeiro e do futebol. O mais legal é que as mudanças não descaracterizam o estádio, assim como no Mineirão.
(Ainda bem, porque, sendo tombado, não poderia mesmo). Mas acho estranho modificar tanto um projeto a ponto de nem ser reconhecível, como é o caso do Wembley. Pode ter melhorado, mas é outro estádio.
Sob o questionamento de uma demolição de parte do complexo do maracanã (tombado pelo IPHAN), o projeto do Rio está caminhando . No caso, iriam abaixo o parque aquático Julio Delamare e o estádio Célio de Barros, tombados pelo município. Vejo como absurda a demolição. Até contribuiria para a circulação livre em volta do estádio. Sobre o espaço que a FIFA exige, ele poderia ser feito em algum lugar, mas não por no chão estruturas relativamente boas como as mencionadas. Essa área, onde hoje estão o parque aquático e o estádio, serviria para a construção de um estacionamento. Acho que essa não é a melhor opção. Estaríamos tirando infra-estrutura esportiva (que já é pouca no Brasil) para ganhar mais um estacionamento, como mais um novo estímulo para a "comodidade" de se andar de carro. Porque não incentivar transportes alternativos e manter estes equipamentos, que ainda podem ser melhorados no futuro?
O Rio é uma cidade plana, e com uma orla linda, porque não incentivar mais ainda o transporte (turístico, lazer e de locomoção mesmo) pela cidade? Algumas ainda tem dificuldades pelas geografia (apesar de não ser grande desculpa), mas o Rio é a cidade que é ideal para o uso de bicicletas.
Mais especificamente sobre o projeto: as maiores modificações será a cobertura, acessos internos e arquibancada. Hoje a cobertura é bastante pesada e cobre somente parte do estádio. Visando uma melhor proteção e conformo ao torcedor, a cobertura protegerá 100% da arquibancada com parte dela sendo em material transparente e mantendo parte da iluminação natural.
Li uma vez a tese de mestrado, "Estádios: 4 casos brasileiros", de Álvaro Augusto Cerqueira de Aguiar, SP, de 2003. Pode até estar desatualizado até agora, mas algumas coisas ainda valem. Nesse tese, o autor analisa o Maracanã, o Morumbi, a Arena da Baixada e o Pacaembu. Sobre o Maracanã, foi citado que a recepção de luz solar está em 2000 lux, muito acima ao exigido na época 1200 lux. Não tenho a informação de quanto é exigido agora, mas imagino que com o uso do material, essa quantidade de luz não modificará muito, deverá atender muito bem... acima do que os outros estádios proporcionam, sem dúvida.
Sobre as arquibancadas, conforme o relatório "Vitrine ou Vidraça", sobre os desafios das cidades perante a copa, o Maracanã deverá ter suas fileiras mais próximas trabalhadas já que não tem visibilidade boa.
Sobre a circulação do estádio, ele é feito por duas grandes rampas em lados opostos do estádio. No entanto, a circulação interna é defasada para acessibilidade de pessoas com deficiências físicas. Essa deve ser a grande melhoria que o estádio deve sofrer.
A questão da acessibilidade ao estádio deve ser trabalhada, já que hoje o foco é a estação do metrô que fica insuportável após jogos pois a torcida toda não se dispersa no caminho lotando a estação, vagões e trajeto, onde é necessário, as vezes (como foi no encerramento do Pan), fazer barreiras de controle para liberar aos poucos as pessoas para entrar na estação, causando um bom tumulto. Melhorias nas linhas do metrô (trajeto e estações) são essenciais. Um estudo já foi realizado, incluindo um projeto urbanístico mais amplo ainda, trabalhando não só o fluxo mas a questão paisagística (árida atualmente mas que poderá contar com espécies da Mata Atlântica) e sustentável. A proposta*, elaborada pelo Artetec Arquitetura e Construções apresenta um estacionamento suspenso com vagas para carros e bicicletas, acima da linha ferroviária, integrada com passarelas de acesso ao estádio e um terminal intermodal (foto abaixo). Parece bastante completo.
Imagem do site da ArtetecA foto acima é uma maquete que não é de brilhar os olhos, no entanto, mostra um conceito interessante para esse projeto, que pode ser ainda melhorado no desenvolver do projeto, digo isso pelo design.
Uma preocupação que tenho, é com a interpretação do possível uso de placas solares. A idéia parece boa, mas tem que se ter muito cuidado ao utilizar as placas para que não suma a arquitetura e todo o trabalho dos materiais utilizados. Placa solar não é a única solução sustentável. O aproveitamento da luz solar, estudos de fluxos de ar, de brises (barreiras para sol forte - como no Copan em SP), são formas dentro da arquitetura para trabalhar essa questão. Essa proposta parece entender essa questão, por isso apresentam o seguinte desenho:

Outro exemplo de arquitetura no mundo é do Arquiteto Renzo Piano, que também trabalha muito bem dessa forma. É um dos arquitetos que considero ter uma das melhores habilidades de trabalhar com a arquitetura para resolver esse tipo de empasse, isso porque seu escritório é tem um setor de workshop, onde pesquisas e experiências são feitas. Na imagem abaixo, dá para ver como é funcional e, por isso, econômico.
Imagem retirada do site de Renzo PianoDe qualquer forma, o Portal da Copa, divulgou uma matéria sobre um estudo que parece ter sido feito sobre o custo/benefício dessas propostas ser inviável.

As imagens acima foram retiradas do site do Arquiteto Paulo Casé, e é para a sede fixa da CBF, em um terreno cedido para o comitê, junto ao Museu do Futebol (???)
Queria saber de vocês, se alguém sabe o que acontece com essa programação. Lembro-me de ter visto o Museu do Futebol no próprio Maracanã. Até achei no wikipedia o museu para ver se eu não estava enganada. Alguém tem alguma notícia sobre esse museu que já existe e foi inaugurado em 2006. Ele vai ser transferido? ou concorrerá com OUTRO museu do Futebol? Acho impossível que tenham tido essa idéia estúpida. Espero que alguém tenha informações.
Sobre esse projeto, não tenho muito mais material sobre ele, mas achei uma arquitetura chata, super vanguardista (como é mesmo o perdil do arquiteto), e acho que os elementos e a linguagem adotada não tem nada a ver com a cidade do Rio. Não me convenceu muito.
O Rio também pretende ter o Centro de mídia.
Sobre o meio ambiente, o Rio de Janeiro promete controlar qualidade do ar, manter a qualidade da Lagoa Rodrigo de Freitas e em Jacarepaguá, e manter boa a balneabilidade das praias. Senti falta de mencionarem qualquer coisa sobre a Baía de Guanabara que é praticamente a porta de entrada para quem vem de ônibus. Vi também muitos problemas na região central, assim como é no centro de SP, tudo muito vandalizado, uma aparência de abandonado em algumas regiões. Sem contar na falta de segurança.
Outra coisa que me preocupa é a prostituição, extremamente explícita em copacabana. Afinal, queremos melhorar não só a imagem do país, mas da mulher também, que sofre muito preconceito fora do país. (digo porque já senti na pele!)
O Rio pretende fazer a urbanização de algumas favelas, conforme o relatório do Sinaenco. No entanto, essa é uma questão contraditória. Não entrarei muito no mérito, muito mesmo porque não tenho uma solução, mas deixarei brevemente meu ponto de vista. Urbanizar é quase que regulamentar. Se as favelas não eram para estar ali é porque tem um motivo, na maioria das vezes ambiental ou simplesmente pela segurança das construções devido à geografia. Urbanizar é aceitar e não fazer nada para recuperar. Não sei qual é a resposta, mas certamente não concordo com esta.
A rede hoteleira é bastante vasta, muito mesmo por ter o carnaval e reveillon como eventos mundiais, mas, mesmo assim, 19 novos hotéis devem ficar prontos até 2011. O Rio também tem experiência com a organização durante o evento, como o Pan (durante o evento)
Sobre minhas experiências no Rio de Janeiro, acho que também deve ser implementada uma fiscalização mais severa no trânsito. Lembro de passar apuros com os motoristas malucos, correndo em excesso em ruas movimentadas próximas à orla. Mas não são só os ônibus, os motoristas de carro também dirigem a toda velocidade. Sobre taxistas, não sei se, infelizmente tive uma má experiência, mas os dois taxistas que peguei tentaram fazer o maior caminho possível, pensando que eu estava perdida e também não foram nada educados. Enfim, é uma questão a ser trabalhada se não fui eu a azarada. Fora isso, todos os outros setores, principalmente o comércio, foram super receptivos, hospitaleiros. Albergues poderiam ter mais, principalmente porque muitos países europeus estão acostumados com isso. Os dois onde fiquei no rio não eram dos piores. Mas um deles não tinha nem um armário para guardar as malas.
Enfim, isso são experiências que tive.
Sinto que ainda faltam coisas a ser mencionadas, quem lembrar de assuntos que deixei de lado, por favor mencionem que complementarei nos comentários.
Ahhh, quem souber o que é ao certo a torre e esplanada que está na imagem geral do maracanã, favor comentar!!!
Acredito que o Rio tenha vários projetos a serem desenvolvidos, de conscientização, segurança e infra-estrutura, mas será uma boa sede. Sem dúvida! Não há como ir ao rio e não se apaixonar pela cidade. Contrastante, mas linda! Conheço até alguns estrangeiros que vieram para visitar favelas, e tem até passeios turísticos por elas.















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