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31.5.14

Evento teste em Itaquera deve testar cadeiras numeradas

Neste domingo se enfrentam Corinthians e Botafogo na Arena Itaquera e a partida será um segundo evento teste para a Copa do mundo que começa em duas semanas.

O evento corrigirá problemas relatados na partida anterior e testará novos itens e serviços que antes estavam indisponíveis. 
No evento já estarão trabalhando voluntários FIFA que já iniciaram a escala da copa do mundo, voluntários que estão escalados só para o teste e voluntários do governo que orientam torcedores do metrô às imediações do estádio.

Agora o estádio conta com alguns assentos para obesos que antes não estavam instalados mas a principal questão a ser testada é a dos assentos numerados.

Os bombeiros não liberaram a venda total dos imgressos devido às obras das arquibancadas temporárias.

A organização tem plena noção da cultura brasileira em estádios, diferente da de cinemas e teatros onde somos acostumados a respeitar a numeração de assentos, mas em alguns setores vão tentar implementar o sistema. Como a venda do Corinthians é feita pelo fiel torcedor, fica difícil escolher assentos, o que dificulta que famílias e crianças fiquem juntos. Neste caso a conversa funcionará como forma de alocar todos lado a lado. O setor Norte, onde ficam as torcidas organizadas não será testado ainda, nem mesmo a equivalente à geral do Pacaembu pois o Corinthiano herdou os hábitos da antiga casa. 




Alguns itens são estranhos como o guarda corpo instalado que prejudica a visibilidade de cadeirantes e seus acompanhantes e também o trecho atrás da cadeira que poderia ser instalado em local que não atrapalhe a chegada e movimentação de um segundo cadeirante


Fotos:LILIAN OLIVEIRA (@liliandoliveira)

28.6.12

Acessibilidade para a Copa: Fonte Nova

Mais um post da série de acessibilidade, discutida no evento Copa for All, mostra agora algumas novidades sobre o assunto no estádio Fonte Nova, em Salvador.

De cara, na apresentação, Mark Duwe, autor do projeto, mencionou que a arena Fonte Nova terá dez andares após as mudanças. O assentamento do estádio é um tanto semelhante ao Pacaembu, assenta-se sobre um vale, ou seja, parte das arquibancadas são apoiados na própria terra. Isso acaba por facilitar o acesso em nível nas arquibancadas. 

O estádio, no entanto, conta com caixas de escadas, elevadores de acesso às áreas vips e à imprensa, e elevadores de carga para abastecer as lanchonetes, acessando os dez andares mencionados. Esses blocos de circulação são espalhados pelo estádio todo e acabam por facilitar as visitas guiadas no pós-copa e garantir a acessibilidade de grávidas, cadeirantes, idosos e outros com dificuldade de mobilidade, para observação do estádio como um todo.

Já para assistir aos jogos, a acessibilidade é mais limitada por questões de segurança, em termos de regulamentações de bombeiros e tempo de evacuação. 

O estádio conta com vagas internasde estacionamento para cadeirantes e também próximo ao vestiário, o que não promove cuidados especiais para visitantes e funcionários do estádio - não só com o público em geral das arquibancadas.

A distribuição dos assentos especiais estão ao longo das laterais do campo, no topo do anel inferior, com o acesso em nível pela praça norte. Também há assentos nos camarotes e áreas vips. No entanto, como sempre os portadores de necessidades especiais criticam, não há vários assentos comuns juntos às vagas para cadeirantes. Desta forma, o cadeirante fica limitado a ir acompanhado de somente uma pessoa, o que restringe amigos e famílias a eventos normais de lazer. 


O detalhe para as vagas de cadeirante (abaixo) segue as normas da NBR 9050 de acessibilidade, no entanto, considerando a realidade dos estádios da copa e, principalmente à cultura do brasileiro de ver a jogos de futebol em pé, o torcedor dos assentos comuns poderão obstruir a visão do cadeirante - solução mais interessante foi elaborada para o estádio Mané Garrincha. Embora em pé possa não ter obstrução, é muito comum, apesar de não ser correto, ver o público assistindo de pé, em cima da cadeira. Nesse momento, o cadeirante não terá condições de ver os jogos com qualidade. 

Clique para ampliar

Ressalto, também, que a nova NBR 9050 deve sair amanhã (sexta, 29 de junho), revisada, depois de muitos anos e com sessão exclusiva de normas para estádios. Uma grande vitória embora essa regulamentação já venha tarde demais para os estádios da Copa do Mundo 2014.

Há uma esplanada, com vista para o dique do tororó que poderá servir como mirante e onde todos poderão acessar, fomentanto o turismo e garantindo renda ao estádio.


Leia mais sobre o que já foi postado sobre as discussões no Copa for All:

Acessibilidade para a Copa 2014 em pauta

23.5.12

Agenda: Copa for All - 11 a 13 de Junho



Finalmente surge um debate importantíssimo que deveria ter sido feito ainda antes dos projetos dos estádios. 
Ainda assim, é válido considerando a Copa do Mundo 2014, mas também a acessibilidade digna em todas as cidades, sede da Copa ou não.

Aos poucos vemos, cada vez mais, cidades colaborando com projetos de acessibilidade, mas nem sempre bem executadas ou, as vezes, sem pensar como aqueles que realmente necessitam e sentem na pele a dificuldade.

Um debate que pode abranger a circulação e acessibilidade nos estádios, no seu entorno e, principalmente, até eles. Acessibilidade é tudo, desde o momento em que se sai da casa, até a porta do estádio, obstáculos e suas sinalizações.

Fica aqui uma dica importante de discussão. Participem.
Inscrições no site abaixo. GRATUITO



5.10.10

Copa 2010: Detalhes que acrescentam

Sempre mencionei que o estádio tem que permitir a prática do esporte com primor, mas também oferecer algo para a cidade. Esse retorno geralmente vem em benefícios para a região, em investimentos urbanos, e também no aumento do turismo. Para esse segundo caso, há vários métodos de obtenção: arquitetura icônica, que marque e represente a região, programática, que traga atividades alternativas e também de detalhes, trazendo uma identidade àquele estádio específico, coisas que foram vistas lá pela primeira vez, detalhes que chamam atenção de algumas pessoas, não todas, mas que complementam o projeto arquitetônico sem interferir na imagem geral do estádio.


Essas são características fundamentais. No caso da África do Sul, reparei em dois itens como estes que mostro aqui para vocês:

Tampas de 'bueiros' - água, luz, etc. em torno do estádio Soccer city:













Abaixo, o segundo item que chamou a atenção de muita gente, as placas de sinalização de sanitários femininos e masculinos, que no caso, não eram do estádio, mas de todos os equipamentos de apoio (mídia, centro de transmissão internacional, etc.).



São cuidados mínimos como estes que fixam o evento e os locais na memória do visitante/turista. No embalo, dá oportunidades ao design gráfico e ao design urbano.

Caso parecido como este é o teto do restaurante do Allianz Arena, que chama bastante atenção, criando um ambiente único:

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