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3.7.12

Tiger Stadium - estádio de pequeno porte

Mencionei várias vezes aqui no blog a importância de nosso país ser mais olímpico, de ter mais equipamentos e mais incentivo ao esporte e a várias modalidades esportivas. 

Hoje mostro aqui um pequeno projeto, um pequeno investimento, com arquitetura inteligente, simples e que não custa caro. Um equipamento de arquibancada que fomenta o acontecimento de eventos em um colégio americano em Arkansas, Estados Unidos. Neste caso, não fomenta muitas modalidades, mas atrai a atenção para o lado esportivo, incentivando-o.

A importância para o Brasil é tremenda, ainda mais que isso pode ser facilmente feito em colégios públicos e aproveitando a onda das olimpíadas 2016, teríamos grandes chances de democratizar esportes ou até mesmo só aumentar o número de praticantes, achando novos talentos, dando novas perspectivas e saúde aos jovens de hoje. 

Tiger Stadim - Green Forest complex

O tiger stadium se resume a arquibancadas simples, com gradis em alambrados, mas com plasticidade chamativa. Além disso, o equipamento conta com áreas de suporte sob a arquibancada (com 1000 assentos), como a lanchonete que podemos ver abaixo:


Esse tipo de equipamento pode propor boas soluções de espaço para os colégios.  
No Tiger Stadium, sob as arquibancadas estão os sanitários e esses espaços de concessão para lanchonetes, mas poderiam também ter vestiários, salas de equipamentos esportivos e possíveis troféus. 
Há, previsto no local, até uma sala de imprensa, que pode dar espaço a cobertura de eventos esportivos municipais ou regionais.



No Brasil não temos a tradição de cheerleaders como nos estados unidos - acho até bom-, mas podemos, em algumas escolas, usar para eventos de bandas, fanfarras, a para as modalidade que podem ser colocadas em equipamentos deste tipo, como: salto em distância, salto em altura, atletismo (com e sem barreira e de várias distâncias), lançamento de dardos e o futebol, claro. Este, sim, é um local para que um pouco de cada esporte seja mostrado aos alunos com direito, sim a pista de atletismo, mesmo que piore a visibilidade da arquibancada. Ela não é o foco, mas a estimulação das modalidades e a desmistificação de suas regras.

Bastante interessante é ver que a arquibancada prev~e um acesso por rampa, o que pode garantar certa acessibilidade para quem quer ver o evento, então, é uma solução interessante a ser colocada já na escola.

                                                                  Foto: timothy hursley

Foi um post, breve, sem grandes detalhes, mas mostrando uma solução simples e econômica para prestigiar e fomentar o esporte no Brasil com qualidade.

2.5.12

Estrutura de base para um país olímpico

Bato muito na tecla de que o Brasil está aproveitando mal os eventos esportivos que o país sediará - tanto Olimpíadas como Copa do Mundo.

Sempre próximo aos eventos, o país quer um resultado melhor, embora não invista nem nos atletas, nem em equipamentos, sempre dando valor às poucas e sortudas modalidades como futebol, natação e quiçá um volley, volley de praia, ginástica ou atletismo. Isso só porque temos destaques com atletas que surpreendentemente tiveram resultados basicamente conquistados através de seu talento e esforço árduo, pouco por causa do apoio do governo.

Esse é o momento para angariar verba para equipamentos de modalidades que possam virar potencial para um Brasil olímpico no futuro, ou que possa, inicialmente, colaborar com uma melhora e buscar uma melhora simbólica em medalhas nos Jogos Olímpicos de 2016. Porém, o quanto vemos de equipamentos bons e públicos para que tenhamos revelações e treinamentos de ponta para os atletas? Nada. E quanto ouvimos atletas sem patrocínio, sem lugar, sem salários e sem equipamentos decentes para treinar e se sustentar? Aos montes. É por este motivo que fiz este post, para mostrar equipamentos de qualidade pelo mundo, que poderiam ser feitos até com patrocínio privado, mas iniciativa pública. Não precisa ser um projeto 'estratosférico' nem 'megalomaníaco', mas algo específico para as modalidades, como treinamento de base, para democratização de modalidades esportivas ou para diminuir o custo de algumas delas, como tênis, esgrima, entre outras. E não vale só Rio de Janeiro. Se o Brasil é olímpico, o Brasil tem que ter equipamentos. Não vale considerar que todo interessado tenha que se mudar para o RJ - isso não é democratização do esporte, isso não facilita ter um contato inicial com uma modalidade. Para se achar talentos, tem que ter espaço e treinamento por todo lado, é por este motivo que o futebol tem tantos talentos, pois escolinha de futebol e campinho desenvolvem e divulgam talentos em qualquer parte do país, com custo baixíssimo.

Em breve, farei post de equipamentos de múltiplas modalidades (como a Arena Bilbao) ou de modalidades diferentes do futebol.

Podemos ver que nossos projetos para a Copa são somente estádios, poucos pensam em outras modalidades e estas deveriam ser preocupações governamentais, inclusive para manter o uso dos equipamentos após os eventos e, pelo 3º caso citado acima, dá para ver que dá, facilmente de promover mais esportes em um único equipamento, desde que um, não interfira na qualidade do outro - como estádios com pistas de atletismo, por exemplo, influenciando na visibilidade e proximidade do campo (principalmente atrás dos gols.

Lembro também que equipamentos deste tipo podem ser estimuladores de desenvolvimento urbano. Funciona da mesma forma como defendo a construção de alguns estádios da Copa. O equipamento leva o que deveria ser obrigação do governo para bairros geralmente esquecidos, também fomenta a circulação noturna, o que traz segurança ao bairro, leve interesses comerciais, o que traz mais investimento privado. São consequências da construção que vêm por meio indiretos.

Vamos então à equipamentos interessantes em termos urbanos, mas que são de futebol. Clicando no título delas, você será redirecionado à uma matéria do projeto no portal Arch Daily (em inglês, com o tempo se procurar, no Arch daily Brasil, poderão encontrar em português):





Fica uma excelente dica de leitura sobre o dinheiro 'investido' no esporte, por José Cruz:

"Verbas para o esporte: um desperdício olímpico"

15.11.11

Feng Shui em estádios - Entrevista com Mônica Frossard

A partir de um contato com a consultora Mônica Frossard e desenvolvimento de uma conversa  respeito de uma possibilidade de realizar um projeto de Feng Shui em estádios e/ou equipamentos esportivos, realizei uma breve entrevista sobre as possibilidade e potencialidades deste trabalho.

1 - Inicialmente, gostaria de saber se você já viu, já soube ou já fez esse trabalho em estádios e/ou em equipamentos esportivos. Se sim, em qual(is)?
Mônica Frossard: Nunca o fiz para um estádio de futebol e nem tenho informações do Feng Shui já aplicado em algum estádio até pela falta de informação que os mesmos detém a respeito da técnica. Entretanto, devido à oportunidade da Copa, o surgimento de grandes eventos envolvendo estádios e um grande número de pessoas, acho bem oportuno o projeto. O Feng Shui pode ser aplicado em qualquer espaço, sendo os estádios locais onde as energias são muito potencializadas. Lembrando que o Feng Shui não tem cunho religioso é uma técnica energética (acupuntura dos espaços como gosto de dizer).

 2 - De que forma o feng shui pode ser trabalhado? Qual é a metodologia de trabalho: em cima de uma planta geral, ou dividida por setores?
Mônica Frossard: O Feng Shui trabalha tendo como base a planta baixa do local, e setoriza os espaços de acordo com um estudo técnico e utilizando recursos da bússola octogonal que contém 9 áreas ou guás a serem trabalhados: Sucesso, Relacionamentos, Criatividade, Amigos, Trabalho, Espiritualidade, Família, Prosperidade e Saúde.



3 - Quais tipos de resultados podem ser conquistados através desse estudo?
Mônica Frossard: Esse estudo canaliza e potencializa o campo energético do lugar, proporcionando maior aproveitamento dos que lá desfrutam. Tornando os espaços mais produtivos, geramos uma melhoria em todo o ambiente.Permitindo que as pessoas exerçam suas potencialidades ao máximo e isso, para um estádio de esportes, é perfeito.Valorização da harmonia, potencialização dos atletas, produtividade e rentabilidade para o empreendimento.Atenção: Feng Shui não ganha jogo, quem o faz são seus jogadores!

4 - Feng Shui trabalha com a organização das energias de um espaço, correto? No caso de estádios, a multidão de pessoas é diferente? É possível trabalhar da mesma forma?
Mônica Frossard: Sim. No Feng Shui trabalhamos os espaços e assim iremos gerar os resultados de bem estar para as pessoas. É uma lei de ação e reação.

5 - As cores tem grande importância no feng shui. A presença de uma torcida uniformizada enfatizando alguma cor, pode mudar a energia do local? As cores dela podem ter alguma influência no comportamento dessa torcida em relação à violência nos estádios? Se sim, há alguma forma de trabalho que possa equilibrar ou neutralizar esse comportamento negativo?
Mônica Frossard: As pessoas sempre interferem na energia dos locais, pois também possuem seus CH’I- ou seja sua energia vital, todas pessoas e espaços possuem  um campo magnético de atuação.

Já está provado que as cores influenciam, sim, as pessoas. Por ser mais difícil modificar as cores de um time, de uma torcida, utilizamos técnicas trabalhando com os espaços , harmonizando esses espaços suas energias irão influenciar de maneira mais benéfica aos que lá desfrutam, tanto no operacional como as eventuais torcidas, Um espaço energeticamente adequado gera uma qualidade de vida mais equilibrada, e torno a enfatizar que isso são uso de técnicas e não religião.

6 - Que cores trazem que tipo de efeito (considerando as principais cores dos times: vermelho, branco, preto, verde, azul, amarelo)?
Mônica Frossard: No Feng Shui cada setor ou guá tem a sua cor, o vermelho corresponde a área de sucesso, branco e amarelo – criatividade, preto – trabalho, verde – família, azul e lilás – espiritualidade.

Acima, projeto do Beira-Rio, em Porto Alegre, com arquibancadas predominantemente vermelhas

7 - Por quais motivos você recomenda o feng shui em estádios e, se possível, me fale sobre os custos de um estudo e a viabilidade de ser implantado o projeto. (Por exemplo, o estádio do Internacional (RS) tem, em boa parte do estádio a cor vermelha e digamos que essa cor traga uma energia que não colabore com o estádio, o clube não trocaria os assentos e cores do time por causa disso. A maioria das mudanças para o equilíbrio é viável?)
Mônica Frossard: Na verdade recomendo o Feng Shui para todos os espaços: escolas, hospitais, empresas, lares e inclusive estádios, pois a alta concentração energética nesses locais é muito intensa. Ao estabilizarmos esses campos energéticos, tendo em vista geo localização, solo, etc., geramos um equilíbrio maior que irá refletir em bem estar, potencialização dos atletas e fluxo de negócios.

Quanto a viabilidade , toda vez que desejamos transformações, temos que aceitar mudanças ou então ficamos com o velho e estagnamos. Ningúem descobre novas caminhos usando velhos mapas.

Mas não precisará mudar a cor de um time, como já disse, adequamos os espaços em função de um melhor fluxo. Em relação aos custos, somente de posse do projeto é que se pode orçar com bases sólidas indo de acordo com as necessidades apresentadas ou detectadas e tamanho do local a ser trabalhado.

8 - Dependendo da modalidade esportiva (futebol, tênis, poliesportivo) muda a forma de trabalho do feng shui? Em casos de outros eventos como shows, eventos religiosos, exposições e conferências que venham a acontecer no estádio, muda o estudo e deve ser alterado algum item para que a energia flua melhor? 
Mônica Frossard: O estudo do Feng Shui e sua aplicação se dá da mesma maneira, para qualquer ambiente. Entretanto, o que irá mudar é o enfoque da área a ser exaltada. Ex: Eventos Religiosos – setor a ser reforçado será espiritualidade e amigos. Eventos como Show: setor a ser reforçado – criatividade, sucesso, amigos, relacionamentos.



Gostaria de agradecer a Mônica Frossard pelas respostas e por ter aceitado falar sobre o assunto. Quem quiser ler mais sobre Feng Shui, pode acessar o Blog Feng Shui Harmonizando Caminhos escrito pela Mônica ou entrar em contato com ela pelo email: monicafrossard@terra.com.br ou ainda seguindo-a no Facebook. (clique nos links para acessar o blog e o perfil)

11.11.11

Expo Estádio: 22 a 24 de Novembro

Pela proximidade do evento, divulgo aqui a maior feira sobre estádios que será realizada no Expo Center Norte.

A exposição é bem completa e conta também com mostras paralelas e seminários e conferências. A lista das conferências você pode ver aqui, são pagas e com vagas limitadas, então vale a pena visitar logo e reservar seu lugar. O credenciamento para o evento é gratuito e pode ser feito online, poupando-os de ficar na fila no dia do evento.

Estarei presente na exposição para trazer ao blog as principais novidades e informações referentes à Copa 2014 que possam surgir, no entanto, desta vez não poderei estar em seminários. 

A exposição é bem importante para quem está fazendo trabalho final de graduação na área e para quem tem interesse no assunto, pois tem um tratamento bem amplo sobre as arenas esportivas. Programem-se e, quem puder fazer resumos dos assuntos vistos nos seminários, o blog está de portas abertas e os créditos serão dados ao autor. Compareçam!

3.11.11

Metaplasia: um estádio mutante para Atenas

Constantemente vemos buscas de arquiteturas que interajam com o público ou que se destacam na paisagem, seja para integrar espaços urbanos, como para criar marcos para a cidade ou até mesmo com outras funções e/ou intuitos atrelados.


Recentemente, foi apresentado o estádio do arquiteto grego, Christos Koukis, para o subúrbio (Nea Philadelpheia) de Atenas, construído no local de um estádio já demolido. O nome Metaplasia, batizado pelo arquiteto, por se refere à mudança de forma que o estádio parece ter. 

A cada ângulo, um estádio diferente. Definitivamente um estádio digno de cartão postal. No entanto, são custos altos para a execução de um projeto desses, por conta de ser tudo sob medida, nada padronizado. Ainda mais considerando a Grécia, frente a sua crise e ainda sua experiência com os exageros das Olimpíadas de 2004, em Atenas, digamos que esse não deve ser o projeto mais indicado. 




Acima, imagens do estádio se envolvendo aos edifícios do entorno

De qualquer forma, vejo um potencial no conceito do estádio. A forma elaborada funciona muito bem como uma arquitetura 'parasita' que se acopla às outras edificações, mesmo às mais antigas, integrando e propiciando novos espaços, novas sensações e novos usos, resolvendo até mesmo problemas de grandes cidades. Um exemplo disso seria uma cidade com centros comerciais onde há muita troca de informações, onde o tráfego entre andares de prédios distintos é  grande e necessário para aumentar produtividade. Em alguns casos, são construídas pontes entre esses prédios para que não seja necessário descer até o térreo. Estruturas como essas podem integrar de forma distinta, mas com mesmo efeito, criando eixos ou polos culturais ou de serviços e informações. É de fato, algo a ser considerado. 

 


Acima, a esquerda, a arquitetura parasita de David Scott Taylor - exemplificam uma possível ligação de edifícios, e a direita um exemplo de arquitetura parasita que se anexa a edifícios já consolidados.

Como estádio, tem seus pontos positivos também. Um estádio desses pode ganhar muito retorno financeiro com turismo devido à peculiaridade de suas forma. Além disso, cobre uma área extensa, podendo abrigar diversas atividades, diferentemente dos estádios em geral, onde a forma limita os usos. Um estádio desses, por poder variar bastante o pé direito, aberturas e ventilações, além de muitos outros fatores, se torna muito mais 'multiuso' que os estádios que geralmente se intitulam como tal.



Do ponto negativo como estádio questiono a segurança. Não há muitos detalhes do projeto, portanto, faço uma crítica um pouco às cegas - espero que considerem mais como uma análise do que podemos ver com as imagens disponíveis. Um estádio exige uma rota de fuga muito clara e, de preferência, radial, dispersando, ao máximo, a dispersão do público em ocasiões de acidentes e desespero. Essa cobertura, imagino que por dentro, pode se tornar muito confusa também para ver claramente a saída. Seria necessário uma sinalização interna muito bem feita. 

Além disso, esse projeto é proposto para um bairro bem denso, o que não é adequado para qualquer estádio, por conta da proximidade dos edifícios do entorno. A sombra desse estádio tem que ser calculada muito bem para manter a salubridade dos edifícios envolvidos, bem como do próprio equipamento. A sombra no campo pode ser questionada também: é irregular, o que pode atrapalhar possivelmente jogadores, marcações durante os jogos e a insolação do gramado. Tudo nesse estádio envolve muito estudo e muito investimento, portanto, bastante arriscado. Um material que seria bem interessante para essa cobertura amórfica, é o ETFE, que tem enormes benefícios para controlar as questões que mencionei. No Brasil este material tem alto custo por não termos fábricas aqui. Mas, mesmo na Europa, o custo não é barato.


Acima, a implantação do estádio e da projeção da cobertura no gramado.

Veja abaixo o vídeo divulgado do projeto:



Espero que tenham gostado de mais esta referência. Comentem, discordem, complementem. Quem curtiu o texto, ou curte o blog, pode votar no meu blog para o prêmio Top Blog. Votação acaba dia 22-11-2011. Conto com o voto de vocês. Basta clicar no banner ali em cima à esquerda ou neste link. Obrigada.

Fonte:
Christo Koukis
Evolo.US

http://www.evolo.us/architecture/stadium-proposal-in-athens-mutates-according-to-time-and-context/
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