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24.1.12

Estádio, UFC e Copa do Mundo

Tardiamente, estreio com o primeiro post de 2012 e com um tema bastante polêmico baseado em várias discussões realizadas em inúmeros blogs, mas mais inspirada no texto do meu amigo e jornalista Thiago Arantes, no blog Boteco do Arantes.

Sempre defendi aqui no blog as múltiplas atividades para um estádio de futebol. colaborando com a sustentabilidade financeira do equipamento, mas, também, sempre salientei a importância do planejamento dessas mesmas modalidades esportivas e/ou outras atividades a fim que todas elas tenham espaços adequados para sua realização sem conflitar com as outras funções, principalmente com o futebol.

Desta forma, vejo como forma negativa o uso do campo. Este uso acaba com o gramado, mesmo com os equipamentos colocados em cima. E isso serve tanto para a colocação de palcos, grandes públicos e exposições sobre o gramado. 

Contextualização

Com a disseminação do UFC no Brasil, com o retorno do evento ao país (com dois eventos recém realizados) o Brasil começou a consumir o MMA e a vincular este esporte com clubes - tanto com patrocínios de atletas por clubes brasileiros, mas também com atletas sem pudor, como Chael Sonnen, que somente fomentou uma rivalidade de clubes de futebol, dentro do eventos de lutas marciais. 

Academias estão cada vez mais cheias de alunos que vieram com essa onda do UFC sem ter claro em suas cabeças as maiores regras de respeito e disciplina que as lutas pregam - muitas vezes pelos próprios atletas como também por academias mais 'picaretas' que existem em toda parte do país. 

Segurança

Há muitos anos o Brasil tem estudado e se preocupado com meios de minimizar a violência em estádios de futebol, e essa preocupação tem aumentado desde o anúncio do país como sede da Copa do Mundo FIFA 2014. O policiamento excessivo (errôneo ao meu ver, pois agem com brutalidade desnecessária) na portas dos estádios, a restrição de bandeiras com hastes e a retirada das cervejas dentro dos estádios são tentativas de diminuir a violência.

Técnicas arquitetônicas vem sendo estudadas a fim de deixar o público mais próximo do campo, sem barreiras visuais ou físicas a partir do momento em que a população mudar o comportamento - deixando os estádios como já são em muitos países. Alguns estádios da Copa do Mundo já preveem esse tipo de comportamento.

No entanto, a chegada do UFC repentinamente, sem conscientização da população e o vínculo de atletas com as torcidas organizadas (José Aldo, por exemplo), alimentando as diferenças e rivalidades clubísticas de futebol faz com que todo o trabalho ande na direção contrária. As torcidas organizadas aos poucos tentam se desvincular de algumas imagens negativas, e, leigos de hoje, podem ver o vínculo de 'briga' do UFC com as torcidas e clubes em estádio. 



Não haveria problema em um clube patrocinar um atleta se este não fomentasse uma rivalidade como a Corinthians (Anderson silva) x (Chael Sonnen) que nem palmeiras deve saber direito o que é. 

Um clube brasileiro está tão alucinado com este 'novo' evento como o povo brasileiro, que comprou adotou a imagem de um atleta (Sonnen) que há poucos meses denegria o Brasil e sua inteligência a troco da visibilidade baseada na rincha futebolística.





Os estádios

A vontade de fazer dinheiro é tamanha que passaram de espaços com porte adequado para o estádio do Pacaembu.

"Além das arquibancadas, haverá público em cadeiras no gramado, mas ele deve ficar entre 10 e 15 mil lugares." (Fonte: UOL)

Um estádio como o Pacaembu ou o Morumbi (questionado anteriormente) ou qualquer outro estádio é, de fato, inadequado a um evento destes. No mínimo a visibilidade é completamente debilitada. A grande imensidão do público, deverão pagar seu ingresso a preços um pouco mais baratos pela massificação e terão uma visibilidade ridícula, apoiadas por telões. 

A distância ideal para se ver uma jogada de futebol é de 91m do assento mais distante. A maioria de nossos estádios tem mais que isso. Se já é difícil ver um passe ou drible bem feito a essa distância, podemos imaginar como deve ser assistir a técnicas de luta, golpes encaixados a uma distância maior que está atrás do alambrado do octógono. Quem vai ver, vai continuar sendo o público VIP, nem mesmo estes 10-15 mil prometidos. Então questiono a realização em um estádio de futebol. 

À beira de um evento como a Copa do Mundo e Olimpíadas o uso de estádios com este fim é, no mínimo, incompreensível socialmente pela indução errônea de comportamento, mesmo sem ser em estádios da Copa 2014. 

Para finalizar, o desrespeito com a bandeira nacional é tamanho que fere o patriotismo e a própria imagem de unidade social.


16.12.11

Copa 2014, informação e comunicação

Com a Copa 2014, muitas universidades tem desenvolvido temas de trabalhos sobre o assunto, principalmente nas áreas de jornalismo.

Tenho acompanhado então, alguns blogs e notícias sobre a Copa elaborados pela UFRGS e Feevale, para as quais dei entrevista em colaboração com esses portais de informação.

São espaços completos, com vários segmentos de informação e que dão destaque também para o que o Rio Grande do Sul tem feito para realmente trazer benefícios ao estado com o evento. Particularmente, acredito que o Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Amazonas estão, nesta ordem, em melhor organização para a busca destes resultados.

Confiram o blog Esporte Fabico, da disciplina de jornalismo esportivo da Fabico, da UFRGS, onde tem também uma entrevista minha sobre o voluntariado e sobre tudo que acredito sobre o potencial dessa atividade. É um blog bem completo sobre a Copa, que passa por várias discussões e vários assuntos como saúde, eventos, entrevistas, economia, esporte, entre outros.

Já a Feevale tem o "Feevale 2014" com espaços para cursos, oportunidades que visam melhorias em serviços, educação, hospitalidade, gastronomia, e além de publicar notícias sobre a Copa e preparação para o evento.

Ficam aí, dicas para acompanhar notícias de outras áreas, por gente que está buscando evolução.


Lei Geral da Copa - Rádio Câmara dos deputados

Infelizmente, devido meu fluxo de trabalho que varia muito, tem períodos que não dou conta de postar aqui no blog. Aproveito, portanto, para colocar aqui o link de uma entrevista que dei para a rádio Câmara dos Deputados, de Brasília, sobre o voluntariado na Copa.

A reportagem é especial e fala sobre a Lei Geral da Copa envolvendo muitos outros assuntos ao mesmo tempo, englobando diversas áreas de atuação. Dá pra ouvir, mas tem o texto também caso prefiram.

São vários trechos de reportagem e é bem completo. A minha parte é mínima (e está no primeiro link abaixo) e é um trecho até não tão importante no que diz respeito à Lei Geral da Copa, mas posto aqui pela importância geral. Espero que gostem.


Queria saber o que todos pensam sobre a liberação da cerveja nos estádios durante a Copa 2014 e/ou definitivamente.

2.12.11

Plano de mobilidade para estádio do Corinthians

No Road Show, realizado neste dia 30, em São Paulo no Hotel Maksoud Plaza contou com a divulgação do plano de mobilidade para o estádio do Corinthians, feito pela Raquel Verdenacci - diretora executiva do Comitê da Copa de São Paulo.


Já vi algumas falhas e ainda tenho dúvida sobre a ausência de um acesso bem nítido. Farei um post bem definido sobre isso, focando também a proposta que eu fiz para o meu Trabalho Final de Graduação (TFG) que - para quem não sabe - foi um estádio do corinthians nesse mesmo terreno. A 'locutora' do vídeo salienta duas estações de trem e duas estações de metrô, o que na verdade não é grande coisa, pois são as mesmas estações unidas, ou seja, um grande público. Outra coisa é que infelizmente a Copa é para elite principalmente. O grande fluxo vai vir de estações de metrô e não da linha de trem que vem da zona leste extrema. Ou seja, quem vier de trem é porque saiu do metrô na luz e pegou o trem ou se dividiu no Brás ou estações seguintes. Seria somente uma divisão de público em vagões distintos. 

Também acho preocupante a única via principal de acesso ser a Radial Leste mesmo com a possível restrição viária. O público de carro é gigante mesmo sendo 18% restante dos 82% mencionados no vídeo que irão de transporte público. Falta muita coisa. No vídeo parece tudo muito lindo, mas está maquiado, o problema continua aí. É estúpido também sair do metrô Corinthians-Itaquera e ter que dar a volta toda no terreno para acessar somente lá em cima. Pode até ser um trecho de dispersão de público, mas acaba com acessibilidade. É um terreno gigante este do estádio, e neste trecho mencionado é subida. Já da estação Artur Alvim, não é assim tão perto do metrô, não! Aliás, mencionado 800 metros da estação... são praticamente 8 quarteirões. Ou seja, quem for à Copa, com deficiência, com idade, grávida ou os mais sedentários, vão ter que caminhar obrigatoriamente. São vários problemas e vou providenciar um post sobre o assunto em breve já que é um terreno que conheço bem e já estudei por um ano e meio intensamente.

Leia Mais sobre o evento realizado pelo Sinaenco, no Portal da Copa, clicando aqui.
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